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Jogador do Bahia usará camisa 24 em ato contra homofobia e tributo a Kobe

Volante Flávio trocará o número 5 na partida contra o Imperatriz, pela Copa do Nordeste

Por Danilo Monteiro - Atualizado em 28 Jan 2020, 18h04 - Publicado em 28 Jan 2020, 18h02

O Bahia anunciou nesta terça-feira 28 uma campanha de combate a homofobia e também em homenagem ao ex-jogador de basquete Kobe Bryant, morto em acidente de helicóptero no último domingo. O volante Flávio vestirá a camisa 24 no jogo contra o Imperatriz-MA, pela Copa do Nordeste. O número é o mesmo utilizado pelo astro do Los Angeles Lakers e também é considerado “proibido” no preconceituoso meio do futebol, por remeter ao homossexualismo – é número do veado no Jogo do Bicho, jogo de apostas popular e ilegal.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o Bahia divulgou a ideia, bem recebida pelos seus torcedores e adversários. Flávio, de 23 anos, costuma vestir a camisa 5, mas abriu mão dela para a partida desta noite.

O Bahia tratou o 24 como o “número do respeito”. Recentemente, o tema ganhou repercussão devido a um comentário feito pelo diretor de futebol do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, sobre a camisa escolhida pelo colombiano Victor Cantillo. “24 aqui não”, afirmou Duílio, que depois se desculpou e disse ter feito uma “brincadeira infeliz e informal”.

O Bahia enfrenta o Imperatriz-MA nesta terça-feira 28, a partir das 20h (de Brasília), no estádio Pituaçu, em Salvador, válido pela segunda rodada da Copa do Nordeste 2020.

Homenagens na NBA Nos EUA, os jogadores estão fazendo justamente o contrário do Bahia e “desocupando” os números 8 (usado por Bryant no início da carreira) e 24, como uma forma pressionar suas equipes a aposentar as camisas, em tributo ao quatro maior cestinha da história da liga, caso de Spencer Dinwiddie, do Brooklyn Nets, que trocará a 8 pela 26.

Kobe, aos 41 anos, morreu em trágico acidente de helicóptero no último domingo, que também matou sua filha Gianna, de apenas 13 anos, e mais sete pessoas. Os motivos da queda da aeronave ainda estão sob investigação e é pouco provável que tenha acontecido por falha mecânica. A principal hipótese é de que o piloto voava muito baixo devido à densa neblina e não conseguiu evitar o choque contra a região montanhosa da cidade de Calabasas, na Califórnia.

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