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Irado com árbitro, presidente do Palmeiras diz: “Esqueçam o Paulistinha”

Mauricio Galiotte criticou atitude do árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, que voltou atrás da marcação de pênalti em favor da equipe alviverde

Visivelmente contrariado, Mauricio Galiotte, presidente do Palmeiras, não poupou os pulmões ao vociferar contra o árbitro da final contra o Corinthians e contra a Federação Paulista de Futebol. “Um exemplo de interferência externa, isso não é esporte, não ganhamos, porém, houve interferência externa. Uma vergonha, um campeonato manchado, estragado, jogado no lixo. Respeitamos o adversário, mas ninguém precisa passar por isso, nem Corinthians, nem Palmeiras, nem outro clube. Um campeonato manchado, que nos deixa com vergonha. Digo ao torcedor palmeirense: ‘Esqueçam esse Paulistinha’. Palmeiras é maior que um Paulistinha, vai brigar por coisas grandes, temos todo nosso planejamento, nossos objetivos, não vamos ficar preocupados com uma situação vergonhosa”, disse o mandatário.

Aos 26 minutos do segundo tempo, o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza anotou pênalti de Ralf em Dudu, o que iniciou uma confusão generalizada no gramado. À princípio, por mais que os corintianos argumentassem que o volante havia tocado apenas a bola, o árbitro se mostrava convicto em sua marcação. A pressão alvinegra, porém, foi forte e após uma conversa com um auxiliar que estava fora do gramado, o árbitro voltou atrás na penalidade.

As câmeras da televisão mostraram que Ralf tocou na bola antes de derrubar Dudu. Pela leitura labial, o quarto árbitro Adriano de Assis Miranda chamou o juiz Marcelo e disse: “tocou primeiro a bola, mas a decisão é sua.” Os torcedores palmeirenses presentes, que bateram recorde de público da história do Allianz Parque, gritaram em coro: “Tem um palhaço querendo aparecer e vai morrer”, seguido de “Se o Palmeiras não ganhar olêolêolá, o pau vai quebrar” e “Vergonha”. Oito minutos depois, a partida recomeçou após intervenção da Polícia Militar no gramado para acalmar os ânimos.

Após a partida, representantes da Federação Paulista de Futebol chegaram a afirmar ainda no Allianz Parque que o trio de arbitragem se manifestaria em entrevista coletiva, o que não se confirmou.

“Nós vamos esquecer Campeonato Paulista, esquecer Federação Paulista e vamos treinar. Estamos na Libertadores, temos um grande elenco, uma condição financeira equilibrada. Vamos lutar por coisas maiores. O que esse senhor (árbitro Marcelo Aparecido) fez aqui foi uma vergonha. Depois de marcar, ele teve uma reunião dentro de campo. E depois, o pênalti foi anulado. Uma vergonha. A gente cobra dirigentes, atletas, o treinador, e agora, como a gente faz? É uma situação que revolta”, finalizou Galiotte.

(com Gazeta Press)