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Inspiração para o nome de Bolsonaro, Jair brilhou por Palmeiras e seleção

Jair Rosa Pinto também fez sucesso por Vasco e Santos e participou do "Maracanazo" na Copa do Mundo de 1950

Por Da redação - Atualizado em 29 out 2018, 10h50 - Publicado em 29 out 2018, 10h45

Jair Rosa Pinto, nascido em 21 de março de 1921 na cidade de Quatis, interior do Rio de Janeiro, foi um meio-campista de renome no futebol brasileiro entre as décadas de 1940 e 1960. Fez sucesso na seleção brasileira pré-Pelé e conquistou importantes títulos pelos elencos vencedores de Palmeiras e Santos. Entre os seus fãs estava o palmeirense Geraldo Bolsonaro, que batizou seu filho com o nome do craque, em 21 de março de 1955. Neste domingo, Jair Bolsonaro foi eleito 38° presidente do Brasil.

Jair Rosa Pinto começou a carreira jogando nas categorias de base do Vasco, mas, sem espaço, foi para o Madureira, pelo qual estreou como profissional. Pelo sucesso no clube, foi novamente contratado pelo Vasco em 1943 e fez parte do início da equipe chamada de “Expresso da Vitória”, que conquistou diversos troféus entre 1942 e 1952. Ficou até 1946 no time e venceu o Campeonato Carioca de 1945.

Transferiu-se para o Flamengo em 1947, mas não teve uma passagem de sucesso. Foi acusado de suborno em derrotada de 5 a 2 para o Vasco e negociado, em 1949, com o Palmeiras, clube pelo qual teve o maior destaque na carreira. Fez parte do time que conquistou as “Cinco Coroas”, incluindo o Paulista de 1950, o Rio-São Paulo de 1951 e a Copa Rio de 1951, considerada pelos alviverdes como o primeiro mundial de clubes.

Uma foto no intervalo da partida decisiva do Paulistão de 1950, contra o São Paulo, ficou marcada na história do clube.  Nela, Jair grita com o elenco palmeirense, pedindo raça. Na ocasião, o Palmeiras dependia apenas de um empate para ser campeão e o jogo, mas naquele momento o São Paulo vencia por 1 a 0. No segundo tempo, Jair deu assistência para Achilles, que marcou o gol do título, em partida que terminou empatada em 1 a 1.

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Jair ficou no Palmeiras até 1955, ano do nascimento do próximo presidente do Brasil, e transferiu-se para o Santos, clube que defendeu de 1956 a 1960. Foi importante para o surgimento de Pelé, na equipe, pela qual conquistou o Campeonato Paulista em 1956, 1958 e 1960 e o Rio-São Paulo de 1959.

Entre 1950 e 1956 jogou pela seleção brasileira, com a marca de 39 jogos oficiais e 22 gols. Foi campeão da Copa América de 1949, disputada no Brasil, e artilheiro da competição com nove gols. Participou também da Copa do Mundo disputada no país em 1950, terminando com o vice-campeonato. Marcou dois gols na ocasião. Sua despedida foi na Copa América de 1956, no empate em 0 a 0 com o Paraguai no estádio Centenário, em Montevidéu. O Brasil foi quarto colocado no torneio.

Ainda jogou pelo São Paulo (1961) e Ponte Preta (1962/1963), antes de encerrar sua carreira. Tornou-se técnico e dirigiu oito clubes, mas sem sucesso. Morreu em 28 de julho de 2005, aos 84 anos.

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