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Inglaterra vence a Dinamarca na prorrogação e chega a 1ª final de Eurocopa

Ingleses saem perdendo, mas reagem e viram na prorrogação em polêmico pênalti confirmado pelo VAR; decisão contra a Itália será no domingo, 11, às 16h

Por Da Redação Atualizado em 7 jul 2021, 18h46 - Publicado em 7 jul 2021, 18h36

“It’s coming home” (“Está voltando para casa”, na tradução). A frase cantada a plenos pulmões pelos torcedores do país que inventou o futebol nos jogos da Eurocopa nunca fez tanto sentido como nesta quarta-feira, 7. Embalada pelo maior público registrado na atual edição da competição, 64.950 torcedores, a Inglaterra venceu a Dinamarca por 2 a 1, no estádio de Wembley, em Londres, e confirmou a primeira final de sua história na competição. Com direito a muita polêmica de arbitragem.

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A exemplo da outra semifinal, na quaal a Itália bateu a Espanha nos pênaltis, a partida também foi para a prorrogação e foi decidida com um polêmico pênalti sofrido por Raheem Sterling, confirmado após consulta ao VAR. O atacante Harry Kane marcou, aproveitando o rebote da defesa de Kasper Schmeichel, aos 13 minutos.

Na decisão, os ingleses enfrentarão a Itália, espécie de “bicho-papão” até aqui sustentada por longa invencibilidade – 33 jogos (27 vitórias e 6 empates) -, além de credenciais históricas como um título, em 1968, e três finais da competição. A partida acontecerá neste domingo, 11, às 16h (de Brasília), novamente em Wembley.

O jogo começou tenso por provocações antes mesmo de a bola rolar. Na véspera do confronto, o goleiro dinamarquês Kasper Schmeichel, que atua no Leicester, cutucou os ingleses ao ser questionado sobre o que os dinamarqueses fariam para evitar que “o futebol voltasse para casa”. Ele disse que “nunca esteve em casa”, lembrando que a Inglaterra jamais conquistou um título da Euro, apenas o da Copa do Mundo de 1966, justamente em Wembley. O jogador foi o principal alvo de vaias de torcedores durante todo o jogo.

  • A primeira boa oportunidade construída foi dos ingleses, aos 5 minutos, em cruzamento rasteiro de Harry Kane. A bola por pouco não chegou nos pés de Sterling. Aos 12, em nova jogada entre a dupla, Schmeichel fez a primeira defesa em finalização do camisa 10.

    A Dinamarca passou a responder em tentativas constantes de encaixar um contra-ataque. Com os ingleses postados no campo adversário, o time se valia de brechas. A melhor chance ocorreu aos 24 minutos, com Damsgaard.

    Minutos depois, aos 29, o atacante conseguiu de falta abrir o placar para os dinamarqueses. Foi o primeiro gol sofrido pela defesa inglesa e o goleiro Jordan Pickford na competição.

    A resposta da Inglaterra chegou ainda no primeiro tempo, aos 38. Após um ataque tramado em alta velocidade, Kane encontrou Saka livre pelo lado direito. Ele cruzou e, antes da bola chegar em Sterling, o zagueiro e capitão Kjaer empurrou contra as próprias redes na tentativa de evitar o gol.

    No segundo tempo, logo nos primeiros dez minutos, duas boas oportunidade desperdiçadas. Primeiro da Dinamarca, com Dolgerg, e a resposta da Inglaterra com o zagueiro Maguire. O ritmo da partida, no entanto, caiu. O técnico da Dinamarca, Kasper Hjulmand, realizou uma série de substituições, mas a equipe não aumentou o ritmo. Empurrada pela torcida, a Inglaterra esbarrava na forte defesa rival.

    Na prorrogação, o técnico Southgate optou por promover as entradas de Henderson e Foden, ganhando novo fôlego no meio de campo. O efeito da pressão inglesa resultou no pênalti sofrido por Sterling, bastante questionado pelos jogadores da Dinamarca.

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    Na segunda parte, a Dinamarca se lançou ao ataque em busca do empate, mas fracassou com pouca efetividade. A melhor chance veio aos 8 minutos, com Braithwaite, sempre respondida por contra-ataques ingleses. Visivelmente cansado, o time sucumbiu.

    Os dinamarqueses caem com a melhor campanha desde 1992, ano em que surpreendeu o mundo com a conquista sobre a Alemanha, e a superação envolvendo a perda de seu camisa 10 e capitão, Christian Eriksen, afastado por problema cardíaco que o levou a um mal súbito, precisando ser ressuscitado dentro de campo na partida entre Dinamarca e Finlândia, no último dia 12.

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