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Infantino não confirma novo Mundial de Clubes em 2021: ‘Não é prioridade’

A Fifa anunciou mudanças no calendário devido à pandemia de coronavírus; competição interclubes em novo formato tem situação indefinida

Por Danilo Monteiro - 25 jun 2020, 17h16

A Fifa anunciou nesta quinta-feira 25 as alterações no calendário do futebol em 2020. A principal novidade foi a confirmação das Eliminatórias sul-americanas e europeias para a Copa do Mundo de 2022 ainda em setembro deste ano, além da nova sede do Mundial Feminino de 2023: Austrália e Nova Zelândia. O novo formato do Mundial de Clubes também foi pauta mas, segundo o presidente Gianni Infantino, não é prioridade em tempos de retomada pós-pandemia de coronavírus.

Em outubro do ano passado, Infantino anunciou que o novo Mundial de Clubes, com 24 clubes e a cada quatro anos (substituiria a Copa das Confederações no calendário), estrearia em junho de 2021 na China – o de 2020, portanto, seria o último no atual formato, com sede no Catar. O fato de a Copa América e a Eurocopa terem sido adiadas para o mesmo período, no entanto, deixa a questão indefinida.

“Tudo ainda está em aberto. Estamos analisando se é melhor em 2021, 2022 ou 2023. O que é mais importante para nós, é ajudar quem precisa. Espero que possamos decidir e anunciar quando o torneio será disputado, mas agora a prioridade é outra, é ajudar”, desconversou o mandatário da Fifa.

A entidade anunciou um plano de ajuda às confederações atingidas pela paralisação do futebol, por causa da pandemia de coronavírus. O Conselho da Fifa irá liberar 1,5 bilhão de dólares (cerca de 8 bilhões de reais) segundo o plano, dividido em três etapas.

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As primeiras duas fases serão de pagamento de custos operacionais, com 50% da verba sendo obrigatoriamente designado ao futebol feminino. Na última etapa, cada confederação receberá um total de 3,5 milhões de dólares (18,6 milhões de reais) de subsídio, alem de poder solicitar empréstimos de até 5 milhões de dólares (26,6 milhões de reais).

Outra novidade aprovada pelo Conselho foi a ampliação da idade limite de participação das Olimpíadas, de 23 para 24 anos, possibilitando a convocação de jogadores que seriam excluídos por causa do adiamento dos Jogos de Tóquio para 2021. A Fifa também anunciou a criação da Copa Pan-Arábica no Catar,  um evento-teste para a Copa do Mundo de 2022. O torneio terá a participação apenas de seleções africanas e árabes, com a regra de utilizar apenas jogadores que atuam em campeonatos locais, porque o evento será realizado fora da Data Fifa.

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