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Índice PLACAR/Itaú BBA: Palmeiras, o principal clube ‘anti-Flamengo’

O Verdão não é tão dependente do poderoso apoio da patrocinadora e vive uma situação financeira semelhante a do rival carioca

Por Alexandre Senechal - Atualizado em 17 ago 2020, 13h48 - Publicado em 14 ago 2020, 20h44

A máxima de que o Palmeiras é dependente do dinheiro da patrocinadora está longe de representar a realidade. O clube se organizou nos últimos anos, investiu na estrutura e melhorou a forma como trabalha a gestão. O que recebe da Crefisa representa apenas um quinto de suas receitas. Hoje, o Verdão é o maior candidato a ser o principal concorrente do Flamengo quando o assunto é boa gestão esportiva.

A nota obtida no recém-lançado Índice PLACAR/Itaú BBA de gestão esportiva, publicado na edição de junho da revista (disponível para assinantes no aplicativo para iOS e Android), não foi tão alta quanto o esperado. O Palmeiras ficou com cinco pontos, atrás do próprio Flamengo, do Grêmio e do Goiás (entenda como foram calculadas as notas aqui). Apesar de não estar no topo do ranking, o economista César Grafietti, responsável por criar a nova métrica para analisar os balanços do futebol brasileiro, diz que o Verdão é o principal clube “anti-Flamengo”, ou seja, que pode competir financeiramente com o atual campeão do Campeonato Brasileiro e da Libertadores.

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“O Palmeiras tem elenco, tem receita e tem estrutura. Está pronto para ser de fato um ‘anti-Flamengo’. A diferença a comparação ser feita a partir de um ou do outro são os títulos. Se o Palmeiras tivesse conquistado a Libertadores e fosse o Flamengo eliminado nas oitavas, a história seria completamente diferente. Eles estão muito próximos. A diferença financeira é muito mais nas premiações que cada um teve do que necessariamente uma diferença gritante entre eles”, analisa Grafietti.

O economista explica que o Palmeiras tem uma dívida grande, na casa dos 450 milhões de reais, e por isso a nota no Índice foi pior do que o torcedor poderia imaginar. Contudo, não é uma preocupação a longo prazo. “A dívida alta, mas lastreada. Tem um prazo muito elástico para ser paga e não atrapalha o fluxo de caixa do clube. Acho que o Palmeiras precisa entender qual é o seu papel. Ele gastou demais nos últimos dois, três anos, com algumas conquistas, mas no ano passado não foi tão feliz. Precisa equacionar os gastos com as conquistas esportivas”, explica.

A preocupação sobre o papel da patrocinadora no clube ser como o de um “mecenas” – como aconteceu com o Corinthians e a MSI e o Fluminense e a Unimed, por exemplo, quando os parceiros investiram muito em contratações e pouco na estrutura dos clubes – não aparece no Palmeiras. O valor recebido pela Crefisa representa apenas 23% das receitas anuais e o Verdão tem méritos por conseguir ter ganhos em outras áreas, como o dinheiro proveniente da TV e do plano de sócio torcedor.

“Se um dia não tiver os 110, 120 milhões de reais da Crefisa, mas ter um bloco que patrocinadores que paguem 60, 70 milhões de reais, que é o que talvez vale a camisa do Palmeiras hoje, para colocar numa condição mínima, o clube não perde tanto. Com um pequeno ajuste aqui, outro ali, resolve. Tem dívidas pra pagar com a patrocinadora, mas tem atletas para vender, então a dívida está atrelada às vendas. Não preocupa nesse sentido e não é a mesma coisa que aconteceu com Fluminense e Unimed”, avalia Grafietti.

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A diferença entre o Palmeiras e os adversários citados acima foi a forma como o clube trabalhou nos últimos anos para se estruturar. “Começou com Paulo Nobre. Ele não só colocou dinheiro para o clube se recuperar, mas mudou a estrutura de gestão do clube. Investiu, tem o novo centro de treinamento, tem uma série de coisas. Foi uma mudança estrutural no Palmeiras, capitaneada por ele, que depois o Glliotte competentemente manteve. O Palmeiras cresceu do ponto de vista esportivo muito em função dessa sequência de boas gestões”, pondera o economista do Itaú BBA.

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A primeira edição do Índice PLACAR/Itaú BBA de Gestão Esportiva faz a avaliação do trabalho dos cartolas baseada nas informações contábeis contidas nos balanços financeiros de 20 clubes do Brasil. Neste videográfico, mostramos o sobe-desce dos clubes desde 2010, utilizando a mesma metodologia do ranking inaugural (que avalia os dados referentes ao ano de 2019)

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A edição de junho de PLACAR, com o ranking completo do Índice, está disponível no app para iOS e Android. A novidade visa ajudar na interpretação dos balanços dos principais times do Brasil. Todas as sextas-feiras, PLACAR irá divulgar os resultados e a análise de cada um dos times. As primeiras avaliações já foram publicadas. Clique no nome do time para ler a matéria:
Flamengo
Cruzeiro
Corinthians
São Paulo
Goiás
Grêmio

Quer saber mais sobre a análise do Palmeiras? Assista a entrevista de César Grafietti abaixo para entender o que o Palmeiras fez nos últimos anos para ter uma das melhores gestões esportivas do país:

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