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Índice PLACAR/Itaú BBA: Goiás fica no topo do ‘Brasileirão da competência’

Esmeraldino é a prova que é possível fazer futebol no Brasil, investir em estrutura e ainda operar com as finanças no azul

Por Alexandre Senechal - Atualizado em 24 jul 2020, 16h25 - Publicado em 24 jul 2020, 16h22

O Goiás é o melhor exemplo de como ter uma boa gestão esportiva para a maioria dos clubes do futebol brasileiro. Sem uma grande torcida a nível nacional e com uma parcela pequena do bolo dos direitos de transmissão, o maior campeão goiano não faz loucuras financeiras, investe em estrutura e o bom resultado apareceu no recém-lançado Índice PLACAR/Itaú BBA de gestão esportiva, publicado na edição de junho da revista (disponível para os assinantes pelo aplicativo).

O clube aparece na segunda colocação do ranking com sete pontos, um a menos do que o líder Flamengo. A iniciativa de PLACAR criou uma nova métrica para aferir a qualidade do trabalho dos cartolas das principais equipes do país, a partir das análises dos balanços feita pelo economista César Grafietti.

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Apesar de ficar cinco anos na Série B na última década, o Goiás só apresentou números negativos no Índice PLACAR/Itaú BBA de gestão esportiva em três dos últimos dez anos: em 2010, quando foi rebaixado, no ano seguinte, em que não conseguiu subir e em 2013, logo após subir mais uma vez para a elite.

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Grafietti explica que a “estrutura eficiente” e a gestão sem loucuras financeiras para montar suas equipes são as razões para que o clube seja um dos melhores do levantamento: “O Goiás vende bem seus jogadores e está sempre investindo em estrutura. Está terminando de construir seu estádio, um pouco menor, que deve mais renda do que o Serra Dourada. É um time com potencial de permanecer na Série A, mas que quando caiu não fez loucuras para voltar”, analisa.

Dois fatores são fundamentais para definir a nota de cada equipe (clique aqui e entenda como foram calculadas as notas). Nos índices da “margem EBITDA” (que mede quanto da receita sobra para investimentos e pagamentos de dívidas) e “margem EBITDA recorrente” (que mede quanto sobra para estes setores excluindo a venda de atletas), o Goiás teve bons desempenhos.

“É um clube que consegue ter bons desempenhos mesmo sem ter que vender atletas. E ainda usa isso para investir na infraestrutura. Esse é o grande segredo. Saber o seu tamanho ajuda a limitar os gastos. Aqueles que acham que podem investir mais do que realmente podem para alçar voos maiores acabam se enrolando”, define Grafietti.

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A primeira edição do Índice PLACAR/Itaú BBA de Gestão Esportiva faz a avaliação do trabalho dos cartolas baseada nas informações contábeis contidas nos balanços financeiros de 20 clubes do Brasil. Neste videográfico, mostramos o sobe-desce dos clubes desde 2010, utilizando a mesma metodologia do ranking inaugural (que avalia os dados referentes ao ano de 2019)

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A tendência de crescimento deve continuar neste ano. Apesar da pandemia, o Goiás ficou com uma “gordura” para queimar graças a venda do atacante Michael, revelação do último Campeonato Brasileiro, para o Flamengo por 7,5 milhões de euros (cerca de 34,5 milhões de reais). Duas das três parcelas do acordo por 80% dos direitos econômicos do jogador estavam previstas para serem pagas ainda em 2020.

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A edição de junho de PLACAR, com o ranking completo do Índice, está disponível no app para iOS e Android. A novidade visa ajudar na interpretação dos balanços dos principais times do Brasil. Todas as sextas-feiras, PLACAR irá divulgar os resultados e a análise de cada um dos times.

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