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Há dez anos, Modric e Rakitic choraram – e Kazim celebrou 

Craques croatas que neste domingo enfrentam o Brasil foram vilões em dramática eliminação na Euro-2008, diante da Turquia, que tinha Kazim como revelação 

Por Luiz Felipe Castro - Atualizado em 3 jun 2018, 11h00 - Publicado em 3 jun 2018, 09h12

LIVERPOOL – Luka Modric, do Real Madrid, e Ivan Rakitic, do Barcelona, são as duas maiores atrações do bom time da Croácia, que neste domingo encara a seleção brasileira, a partir das 11h (de Brasília), em Liverpool, na Inglaterra, em amistoso na reta final de preparação para a Copa do Mundo. Ambos alcançaram a consagração máxima no futebol espanhol e estão entre os melhores meio-campistas da atualidade. Há dez anos, Modric e Rakitic eram revelações desconhecidas do grande público e viveram um momento duríssimo na Euro-2008. Do lado oposto, estava um contestado atacante reserva do Corinthians: o turco de origem inglesa Colim Kazim-Richards. 

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Croácia e Turquia jogavam por uma vaga nas semifinais, em 21 de junho de 2008, no estádio Ernst-Happel-Stadion, em Viena – onde o Brasil fará amistoso contra a Áustria, no próximo dia 10. Modric, então com 22 anos e de saída do Dínamo de Zagreb para o Tottenham, já era o craque do time, apelidado de “Cruyff dos Bálcãs”, por sua semelhança física, técnica e até o mesmo número 14 que consagrou o gênio holandês. Rakitic, 20 anos, era menos badalado, jogava no alemão Schalke 04, mas já era peça importante. Já Kazim, que nasceu em Londres e iniciou sua trajetória no futebol inglês, era uma revelação do Fenerbahce, apontado como futura estrela do futebol turco.

O atacante corintiano, então conhecido por “Kazim Kazim”, atuava aberto na ponta direita e gostava de distribuir pedaladas e partir para cima dos marcadores, um estilo oposto ao de seus recentes anos de carreira. O técnico Fatih Terim lhe depositava tanta confiança, que escalou o garoto de 21 anos como titular. Kazim participou de todos os jogos e fez algumas boas joagas, mas não marcou gols. Contra a Croácia, foi substituído no início do segundo tempo. Já Modric, que na época também atuava de forma mais ofensiva que atualmente, teve bela atuação – mas terminaria como vilão.

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O jogo foi truncado, com poucas emoções, até um drama ter início nos instantes finais da prorrogação: aos 119 minutos, Ivan Klasnic marcou de cabeça o gol que parecia levar a Croácia à semifinal. A Turquia, no entanto, acreditou até o fim e, após um chutão para frente e divididas na área, o atacante Semih Senturk acertou uma bomba no ângulo, no último lance, e levou a decisão para os pênaltis. 

O valente time turco, claro, entrou na disputa com mais confiança. No gol estava Rustu Recber, uma das sensações da Copa de 2002, marcado por grandes defesas contra o Brasil na estreia e na semifinal. E logo na primeira cobrança, Modric buscou o canto esquerdo do goleiro veterano, mas errou na dose e seu chute foi para fora. Rakitic fez o mesmo, mas no outro canto, e a Croácia acabou eliminada de forma traumática. A Turquia fez outro jogo duro, mas acabou eliminada por 3 a 2 na semifinal pela Alemanha, que perderia a final diante da Espanha. 

Kazim voltou a ser titular contra os alemães e pouco fez. Ironicamente, após aquela grande façanha, sua carreira passou diversos altos e baixos, com passagens por Galatasaray, Olympiacos, Celtic, Coritiba, entre vários outros até chegar ao Corinthians. Já Modric e Rakitic conseguiram superar a falha e chegaram à elite do futebol com enorme categoria.

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