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Há 25 anos, Senna vencia em Interlagos e seria Tri

Brasileiro finalmente venceria em casa, feito não alcançado nos títulos anteriores

“A mais espetacular vitória em um Grande Prêmio de Fórmula 1, de todos os tempos”, talvez essa frase possa ajudara definir o que aconteceu em 24 de março de 1991, no GP do Brasil disputado no autódromo de Interlagos em São Paulo.

Ainda que tivesse vencido a primeira corrida da temporada, realizada em Phoenix, no dia 10, o GP dos Estados Unidos, e conquistado a pole position no Brasil, Ayrton Senna, piloto da equipe McLaren, que possuía motores Honda, teria forte concorrência dos carros da Williams, pilotados por Nigel Mansell e Ricardo Patrese, cujos motores, Renault, começavam a despontar entre os mais potentes e confiáveis daquele ano. O início da corrida confirmou esse equilíbrio, com Senna e Mansell ditando o ritmo da prova e abrindo uma grande vantagem sobre os demais competidores.

A sorte parecia estar ao lado do brasileiro, quando um pneu furado obrigou Mansell a ir ao boxe. De volta à pista, não demorou muito para que o piloto inglês rodasse e abandonasse a corrida. O italiano Ricardo Patrese assumiu a segunda colocação e partiu, com a sua Williams, em direção à McLaren de Senna, que, embora tivesse cerca de 40 segundos de vantagem, apresentava problemas mecânicos. Volta após volta, o carro do brasileiro começou a perder as marchas, primeiro foi a quarta, depois a terceira, até que em certo momento Senna ficou apenas com a sexta marcha.

Ao mesmo tempo em que Senna ‘brigava’ com a alavanca de marcha de forma a manter o carro na pista, Patrese se aproximava perigosamente. A expectativa de todos era que o italiano conseguiria ultrapassar o brasileiro. A duas voltas do final, no entanto, uma providencial chuva começou a cair em Interlagos e mudou a história da corrida.

Enquanto a pista molhada passou a preocupar Patrese, e todos os demais pilotos, Senna agradeceu aos céus e conseguiu, de forma surpreendente, levar seu carro à vitória, a sua primeira em um GP do Brasil. O desgaste físico do brasileiro foi tão grande que, após cruzar a linha de chegada, Senna parou o carro no meio da pista. Precisou de auxílio para sair do cockpit. No pódio, teve dificuldade para levantar a taça. Ao final daquela temporada, Ayrton Senna se tornou tricampeão mundial de pilotos, com 96 pontos, 24 à frente do inglês Nigel Mansell.