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Guerrero e Cahill: a despedida de dois heróis nacionais

Ídolos protagonizam partida entre Peru e Austrália; França e Dinamarca avançam no Grupo C

Por Fernando Beagá - Atualizado em 26 jun 2018, 14h40 - Publicado em 26 jun 2018, 13h17

A seleção peruana chegou desclassificada à terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo da Rússia, mas não tratou sua despedida com melancolia. Além da satisfação devida aos milhares de compatriotas nas arquibancadas, não se despreza uma vitrine dessas. A vitória do Peru sobre a Austrália por 2 a 0 também abreviou a campanha dos cangurus, que ainda lutavam pela vaga. Menos empolgante foi o confronto entre França e Dinamarca, responsáveis pelo primeiro placar zerado do Mundial.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo de 2018

Peruanos e australianos tiveram uma oportunidade rara. São poucos os países que contam, na Rússia, com atletas entre os maiores ídolos de sua história. Paolo Guerrero e Tim Cahill desfrutaram de seus minutos. O peruano, que divide com Cubillas (destaque na Copa de 1970) a coroa de seu país, finalizou seu sonho com gol. Após travar uma luta jurídica contra uma suspensão por doping, sentiu a alegria de comemorar tento em Mundial e beijar a camisa, aos 5 minutos do segundo tempo, ampliando a vitória andina. É provável que o centroavante — que agora volta a se dedicar a provar sua inocência e discutir sua permanência no Flamengo —, aos 34 anos, ainda se dedique a mais um ciclo de eliminatórias para tentar disputar a edição de 2022, no Catar.

Já Tim Cahill, o maior jogador da história australiana, certamente se despediu, aos 38 anos. Teria sido um desfecho mais especial se tivesse conseguido se tornar o quinto jogador da história a fazer gols em quatro Mundiais (como Pelé, os alemães Seeler e Klose e, recentemente, Cristiano Ronaldo). De qualquer forma, o atacante do Millwall, da Inglaterra — onde também é ídolo —, pode celebrar. Afinal, esquecido no banco de reservas nas duas partidas anteriores, por pouco não teve a chance de contabilizar essa quarta presença — a mais relevante, quando a Austrália chegou às oitavas, foi em 2006.

Nas oitavas
A França (líder do Grupo C com sete pontos), joga no sábado, 30 de junho, às 11 horas, contra o segundo colocado do Grupo D. No domingo, às 15 horas, a Dinamarca enfrenta o líder da mesma chave.

Ponto alto
O público peruano saboreou cada minuto na Rússia e foi presenteado com o belo chute de Carrillo — até aquele momento, não haviam tido a alegria de gritar gol.

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Ponto baixo
A Dinamarca avança com futebol pouco convincente e sem ameaçar o grande número de reservas franceses. Difícil imaginar que vá muito além das oitavas.

 

Fichas dos jogos

Dinamarca 0 x 0 França
Local: estádio de Lujniki, em Moscou. Árbitro: Sandro Meira Ricci (BRA). Público: 78.011.
Dinamarca: Schmeichel; Dalsgaard, Kjaer, Mathias Jorgensen e Stryger; Christensen, Delaney (Lerager) e Eriksen; Braithwaite, Cornelius (Dolberg) e Sisto (Fischer). Técnico: Age Hareide.
França: Mandanda; Sidibé, Varane, Kimpembe e Hernández (Mendy); Kanté e N’Zonzi; Dembélé (Mbappé), Griezmann (Fekir) e Lemar; Giroud. Técnico: Didier Deschamps.

Austrália 0 x 2 Peru
Local: estádio Olímpico Fisht, em Sochi. Árbitro: Sergei Karasev (RUS). Público: 44.073. Gols: Carrillo, aos 18 do primeiro tempo; Guerrero, aos 5 do segundo tempo.
Austrália: Ryan; Risdon, Sainsbury, Milligan e Behich; Mooy e Jedinak; Leckie, Rogic (Irvine) e Kruse (Arzani); Juric (Cahill). Técnico: Bert Van Marwijk.
Peru: Gallese; Advincula, Santamaría, Ramos e Trauco; Tapia (Hurtado) e Yotún (Aquino); Carrillo (Cartagena), Cueva e Flores; Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca.

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