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GRUPO H – Colômbia: o bom time de 2014 reforçado por Falcao García

Desfalque por lesão há quatro anos, atacante realiza o sonho de disputar um Mundial e eleva o nível da equipe novamente treinada por José Pékerman

A Colômbia repete um feito dos anos 90, de chegar pela segunda vez seguida a uma Copa do Mundo — sexta participação no total. A classificação não foi fácil: veio apenas na última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas. A sofrida campanha gerou desconfiança de seus torcedores, mas veio um amistoso contra a França, realizado em março, no lotado Stade de France, em Paris. A equipe sofreu dois gols no primeiro tempo, mas buscou a virada (3 a 2). Ganhar dessa forma de uma das favoritas ao título foi um alento.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018             

Desembarcar na Copa do Mundo da Rússia como uma incógnita pode fazer bem à equipe. Afinal, em duas ocasiões, a euforia se transformou em frustração. Em 1993, nas Eliminatórias para a Copa dos Estados Unidos, a Colômbia goleou a Argentina por 5 a 0, em Buenos Aires, e foi aclamada como candidata a sensação do Mundial — sequer passou da primeira fase no ano seguinte. Em 2001, conquistou o principal título de sua história, a Copa América, mas não conseguiu se classificar para a Copa sediada na Coreia do Sul e do Japão.

Escalando muitos remanescentes do quinto lugar no Mundial de 2014 (eliminada pelo Brasil, nas quartas de final), o técnico argentino José Pékerman tem um reforço que não esteve naquela campanha. O atacante Falcao García, do francês Monaco, ficara fora por não se recuperar a tempo de uma cirurgia no joelho esquerdo. A presença do capitão divide a responsabilidade do protagonismo com o meia James Rodríguez. Nos últimos quatro anos, James chegou badalado ao Real Madrid, perdeu espaço e recuperou seu bom desempenho atuando na Alemanha, pelo Bayern de Munique.

Outros atletas sob alta expectativa são o zagueiro Mina e o polivalente Cuadrado. Apesar de ainda não ter se firmado no futebol espanhol, pelo Barcelona, Mina (que brilhou no Palmeiras) tem um estilo de jogo que pode surpreender os adversários: de passadas largas, chega rapidamente à frente e finaliza com qualidade. Já o driblador Cuadrado (da Juventus, da Itália) tem um jogo previsível, sempre pela ponta-direita, mas difícil de ser parado.

No Grupo H, se der a lógica, Colômbia busca a liderança e as outras três seleções – Japão, Polônia e Senegal – brigam pela segunda vaga.

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