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GRUPO G – Tunísia: retorno à francesa

Com meio-campo baseado em jogadores nascidos na França, tunisianos tentam sua segunda vitória em Copas do Mundo

Depois de disputar três Copas do Mundo seguidas (1998, 2002 e 2006), a Tunísia amargou ausências nas duas edições seguintes. Volta agora fortalecida, após campanha invicta nas eliminatórias e como melhor seleção africana no ranking da Fifa (14º lugar). Somam-se à boa fase os dois amistosos já disputados em 2018, contra Irã e Costa Rica, ambos vencidos por 1 a 0. Nessas partidas, as “águias de Cartago” contaram com dois estreantes que elevaram o nível da equipe, majoritariamente formada por jogadores que atuam em clubes tunisianos.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018             

Filhos de tunisianos e nascidos na França, onde jogam desde as categorias de base, Ellyes Skhiri (do Montpellier) e Saif-Eddine Khaoui (Troyes) disseram sim ao time africano após serem abordados pela federação francesa. Já são titulares no meio-campo do técnico Nabil Maaloul, ao lado de outros dois franco-tunisianos: Naim Sliti, que também atua em um time gaulês, o Dijon, e Anice Badri, estrela do Esperance, da Tunísia.

A maior estrela do país igualmente tem raízes francesas. O atacante Wahbi Khazri nasceu em Ajaccio, foi lapidado pelo Bastia e hoje defende o Rennes. Goleador da seleção, o camisa 10 tem perigoso chute e se destaca pelas cobranças de falta. Talento proporcional ao forte temperamento: na atual temporada, recebeu em média um cartão amarelo a cada três jogos. Em 2017, após reclamar de uma substituição em partida da Copa Africana de Nações, foi afastado pela federação tunisiana por uma convocação.

Outro atacante importante da Tunísia será desfalque. Youssef Msakni, do Al-Duhaiu, do Catar, rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo no início de abril. Artilheiro do país nas eliminatórias para a Copa, com três gols, tem retorno previsto apenas para o segundo semestre. Ausência que aumenta a responsabilidade de Khazri de se limitar ao jogo e evitar eventuais suspensões.

Para avançar em um grupo com Bélgica e Inglaterra como favoritas, a Tunísia deverá obrigatoriamente quebrar um incômodo jejum. Sua única vitória em mundiais foi em 1978, justamente em sua estreia na competição (3 a 1 sobre o México). Desde então, foram quatro empates e sete derrotas.

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