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GRUPO F – México: quebra de tabu pode ter o Brasil pelo caminho

Há seis edições parando nas oitavas, mexicanos confiam em histórico de bons jogos contra os brasileiros para encararem um provável encontro nessa fase

Por Fernando Beagá - Atualizado em 15 jun 2018, 15h07 - Publicado em 16 Maio 2018, 21h16

Quinto país com mais participações em Copas do Mundo (completa dezesseis vezes na Rússia), o México registrou suas melhores campanhas justamente nas edições que sediou, em 1970 e 1986, chegando às quartas de final. Depois de se ausentar em 1990, punido por escalar jogadores acima da idade em competições de base, iniciou uma incômoda sequência a partir do Mundial de 1994: já são seis eliminações seguidas nas oitavas. Isto é: passar pela primeira fase não era problema, mas a queda vinha logo no primeiro jogo eliminatório.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018             

Para vencer essa barreira, é bem provável que o Brasil esteja no caminho. Basta os brasileiros confirmarem seu favoritismo no Grupo E e os mexicanos ficarem com a segunda vaga do Grupo F, formado, também, por Alemanha, Suécia e Coreia do Sul. O que não é motivo de tranquilidade verde-amarela, pois seis das dez vitórias do México, no retrospecto de quarenta jogos, aconteceram neste século. E há outro resultado significativo fora dessa conta (por ser um embate olímpico, sub-23): o triunfo por 2 a 1 sobre o time de Neymar e Marcelo, que valeu o ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. O empate em zero a zero na fase de grupos da Copa de 2014 é outra prova da dificuldade.

Do futebol brasileiro, “el Tri” – apelido da seleção de três cores: verde, branco e vermelho – foi buscar seu treinador. O colombiano Juan Carlos Osorio se adaptava ao São Paulo, em 2015, quando aceitou o convite. Ainda bebia da fama construída em seu país pelo Atlético Nacional, onde foi três vezes campeão nacional e formatou o estilo de jogo competitivo que foi mantido por seu sucessor no título da Libertadores de 2016.

Osorio conduziu o México nas eliminatórias com campanha segura, vaga garantida com três rodadas de antecedência. Mas duas goleadas assombram seu trabalho. Na Copa América de 2016, o Chile aplicou 7 a 0. Na semifinal da Copa das Confederações, ano passado, 4 a 1 para os reservas da Alemanha — como seu time se comportará contra a força máxima germânica logo na estreia, dia 17 de junho?

Por mais uma Copa, o atacante Chicharito Hernández, jogador do West Ham, da Inglaterra, segue como a principal referência, mas quem vive melhor fase é o volante Héctor Herrera, capitão do Porto, de Portugal. Já o zagueiro Rafa Márquez, aos 39 anos, vive a expectativa de ser convocado para atuar em seu quinto mundial seguido e igualar o recorde de seu compatriota, o goleiro Carbajal (1950 a 1966), do alemão Matthäus (1982 a 1998) e do italiano Buffon (1998 a 2014). Entre os 28 pré-selecionados, ele já está. Se for escolhido capitão, será o único ter essa função em cinco edições. O jogador já se despediu do Atlas, clube de seu país, e irá se aposentar depois da Copa. De qualquer forma, Márquez deve ir à Rússia. Osorio já garantiu que, se resolver não contar com seus serviços em campo, irá convidá-lo a atuar na comissão técnica.

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