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‘Gracias’, Nigéria: Argentina segue viva na Copa

Atacante Musa garante vitória nigeriana sobre a Islândia; argentinos passam de torcedores a adversários na terceira rodada

Por Fernando Beagá Atualizado em 30 jul 2020, 20h17 - Publicado em 22 jun 2018, 14h19

Provavelmente a audiência do confronto entre Nigéria e Islândia seria pequena na Argentina, não fosse a catástrofe da véspera, a derrota por 3 a 0 para a Croácia. Era preciso torcer para que os nigerianos contivessem a pontuação islandesa. Empatassem ou, melhor ainda, ganhassem. Foi o que fizeram: a vitória por 2 a 0 sobre os vinkings manteve as chances de Messi e companhia avançarem às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia.

Nigéria de triste lembrança para os argentinos até ontem, por ter sido a adversária da última partida de Maradona em Mundiais, em 1994, quando foi flagrado no exame antidoping. Nigéria que está no caminho da Argentina pela quinta vez numa primeira fase — e perdeu todas, aí mora a esperança platense para a terceira rodada. Nigéria que não fez nenhum favor aos hermanos, apenas colocou-se em condições de conquistar a segunda vaga do Grupo D — a Croácia já está garantida.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo de 2018

Como um tango, foi dramático torcer para as Superáguias no primeiro tempo. Com apenas seis minutos de partida, a Islândia já havia exigido duas defesas de Uzoho. Nada mais do que isso no encontro de duas equipes que, na rodada inicial, haviam jogado priorizando a defesa. A bola passeou entre as intermediárias, num empate já simpático às pretensões argentinas.

No segundo tempo, bastaram quatro minutos para os gritos de alívio serem ouvidos de um hotel em Bronnitsy, pequena cidade onde a delegação argentina se concentra. O contra-ataque, arma islandesa contra o time de Jorge Sampaoli na estreia, foi o recurso nigeriano no belo gol de Musa. O atacante do CSKA, ídolo em solo russo, tornou-se também admirado na terra de Gardel, ainda mais depois do segundo gol, aos 30. Para melhorar o roteiro, deixou Halldórson, o goleiro-cineasta que parou Messi, no chão. Ainda valeu secar a cobrança de pênalti de Gylfi Sigurdsson, desperdiçada. Os argentinos estão melhores na figa do que na bola.

No fechamento do Grupo D, a Argentina precisará vencer a Nigéria e torcer por um empate ou derrota da Islândia. Caso os vinkings vençam a Croácia, a decisão da vaga nas oitavas dependerá do saldo de gols.

  • Ponto alto
    A torcida islandesa, na vitória ou na derrota, segue seu espetáculo nas arquibancadas da Rússia. O ‘grito vinking’ (urros e palmas sincronizadas) foi ouvido até o fim. O animado público nigeriano coloriu ainda mais a festa.

    Ponto baixo
    Quando exigida a tomar a iniciativa ofensiva e se aproximar da classificação, a Islândia falhou. Nova chance contra a Croácia, que deverá poupar jogadores após se garantir como líder do Grupo D

    Ficha do jogo
    Nigéria 2 x 0 Islândia
    Local: Arena Volgogrado. Árbitro: Matt Conger (NZL). Público: 4340.904. Gols: Musa, aos 4 e 30 do segundo tempo.
    Nigéria: Uzoho; Ekong, Balogun e Omeruo; Moses, Ndidi, Etebo (Iwobi), Obi Mikel e Idowu (Ebuehi); Musa e Iheanacho (Ighalo). Técnico: Gernot Rohr.
    Islândia: Halldórsson; Saevarsson, Ragnar Sigurdsson (Ingason), Árnason e Magnússon; Gunnarsson (Skúlason), Gíslason, Bjarnason e Gylfi Sigurdsson; Bodvarsson (Sigurdarson) e Finnbogason. Técnico: Helmir Hallgrímsson

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