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Goleiro Jean admite agressão: ‘Estou arrependido, não sou um monstro’

Apresentado ao Atlético Goianiense, jogador pediu desculpas por violência contra a ex-esposa, Milena Bemfica

Por Da Redação - Atualizado em 13 Feb 2020, 16h54 - Publicado em 13 Feb 2020, 16h28

O goleiro Jean Paulo Fernandes foi apresentado nesta quinta-feira 13 como reforço do Atlético-GO e falou pela primeira vez sobre a acusação de violência contra sua ex-esposa, Milena Bemfica, durante férias do casal nos Estados Unidos, em dezembro. O ex-atleta do São Paulo admitiu as agressões, as quais definiu como “uma situação de momento”, e se disse arrependido.

“Estou aqui dando minha cara a tapa e quero pedir desculpa a todas as mulheres que se sentiram ofendidas comigo. Não sou esse monstro que a imprensa fez de mim e estou muito arrependido do que fiz”, afirmou Jean, que disse que não havia se pronunciado antes pois estava proibido pela Justiça americana.

“Toda história tem dois lados, mas nada justifica a agressão. Foi uma reação que eu tive, que nunca tinha tido na vida. Quem me conhece sabe que eu sou um cara de coração bom e se surpreendeu com o que aconteceu”, continuou o jogador de 24 anos.

O episódio ocorreu na madrugada de 18 de dezembro de 2019, em Orlando, na Florida. Na ocasião, Milena postou vídeos, posteriormente deletados, nos quais pedia socorro, com o rosto desfigurado. O boletim de ocorrência apontou que Jean deu oito socos na mulher.

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O jogador chegou a ser detido pela polícia americana, mas foi liberado sem pagamento de fiança, pois Milena não quis prestar queixa formal nos Estados Unidos. O caso acabou arquivado, mas ainda assim, ele foi obrigado a manter distância da ex-mulher.

“Que minha história sirva de lição para que outros casos não aconteçam, não só figuras públicas, todos os homens do mundo. Sei da repercussão, minha família ficou triste, tem criança que se espelha em mim e não foi bom para eles. Tenho duas filhas mulheres e estou arrependido.”

A Justiça permitiu que Jean mantenha contato com as crianças, mas sob supervisão de terceiros. Ele diz que tem se comunicado por vídeo com as meninas. “Tenho contato com elas, mas agora começaram as aulas e elas não podem vir. Quando eu tiver uma folga, vou para Salvador. Amo minhas filhas, e o mais difícil está sendo ficar longe delas”, afirmou.

O atleta disse que chegou a cogitar deixar os gramados após receber ameaças de morte. “Houve pessoas me xingando e me julgando em tom muito agressivo, ameaçando até de morte. Pensei, sim, em parar de jogar, sofri bastante, estou sofrendo. Mas, por outro lado, em conversa com minha família e meu empresário me perguntando o que eu sabia fazer. Eu não soube responder. Jogar futebol é a única coisa que sei fazer. Se eu fosse sozinho, teria parado de jogar. Mas eu tenho minhas filhas, tenho que cuidar delas.”

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Por fim, Jean agradeceu o clube goiano, que em 2020 disputará novamente a Série A do Brasileirão, pela segunda chance. “Se não fosse o Atlético-GO, eu não teria como trabalhar para sustentar as minhas filhas. De coração, agradeço ao clube.”

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