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Futebol feminino: seleção americana é eleita Atleta do Ano pela ‘Time’

Campeã mundial na França, equipe liderada por Megan Rapinoe se destacou também por lutar por valorização ao esporte entre mulheres

Por Da Redação - Atualizado em 12 Dec 2019, 12h19 - Publicado em 12 Dec 2019, 10h35

A Atleta do Ano de 2019 escolhida pela revista americana Time não foi uma jogadora, mas sim uma equipe, a seleção feminina de futebol dos Estados Unidos. O time liderado pela capitã Megan Rapinoe não apenas conquistou o tetracampeonato da Copa do Mundo, na França, como também inspirou um discurso social em favor da valorização das mulheres no esporte.

O destaque foi a vitória sobre a Holanda por 2 a 0 na final da Copa, no estádio Parc Olympique Lyonnais, em Lyon, com gols de Megan Rapinoe e Rose Lavelle. Na comemoração, e particularmente durante o desfile comemorativo em Nova York, as atletas reivindicaram pagamentos iguais aos recebidos pelos homens.

“Se havia alguma dúvida de que esta equipe transcendia o esporte, isto ficou enfaticamente claro quando ela voltou da França, no desfile no Canyon dos Heróis, em Nova York. Milhares de torcedores alinharam-se nas ruas de Manhattan para compartilhar a alegria arrebatadora de 23 mulheres cujo orgulho absoluto de suas realizações e determinação parecia marcar uma nova era”, escreveu a Time, em seu artigo dedicado à seleção.

A equipe não fez a tradicional visita dos campeões americanos à Casa Branca, na capital Washington, em consequência de farpas trocadas entre o presidente Donald Trump e a capitã Rapinoe durante o Mundial. A jogadora, Bola de Ouro e eleita melhor do mundo pela Fifa neste ano, não cantou o hino nacional ou colocou a mão no peito em nenhuma das partidas, em forma de protesto contra a federação, a desigualdade entre homens e mulheres e em defesa da comunidade LGBTQ+.

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Seleção americana é eleita Atleta do Ano pela 'Time'
. Time/Reprodução

Na esteira das reivindicações das atletas americanas, patrocinadores vêm apoiando cada vez mais a liga de futebol feminino nos EUA, onde a maioria das jogadoras da seleção atua durante toda a temporada regular. Também vem sendo discutida a possibilidade da criação de um campeonato de expansão.

(com agência EFE)

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