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França se garante na ‘final antecipada’

Vitória tranquila sobre o Uruguai evidencia crescimento dos franceses, um dos favoritos da Copa

Por Fernando Beagá - Atualizado em 6 Jul 2018, 14h41 - Publicado em 6 Jul 2018, 13h24

O Uruguai foi raçudo como sempre, mas esperava-se que o talento que emergiu na gestão Óscar Tabárez também viesse a campo. Algo limitado pela sentida ausência de Edinson Cavani, mas principalmente ofuscado pela qualidade da França, vitoriosa por 2 a 0 e primeira semifinalista da Copa do Mundo da Rússia. Depois de uma primeira fase discreta e de vitória empolgante sobre a Argentina, os gauleses seguem sua escalada, melhores a cada partida e merecedores do rótulo de favoritos. Aguardam Brasil ou Bélgica para a já considerada ‘final antecipada’, diante dos azarões do outro lado do chaveamento eliminatório (Rússia, Croácia, Suécia ou Inglaterra será finalista).

Faltou o gol de Mbappé, candidato a craque do Mundial, mas nem por isso o menino prodígio deixou de incomodar a defesa uruguaia. De suas arrancadas surgiram boas chances no primeiro tempo, que de forma justa não terminou zerado quando Varane, aos quarenta minutos, escorou cruzamento de Griezmann, o grande personagem do jogo — eleito o melhor em campo.

A história do ‘meio uruguaio’ Griezmann já é bem conhecida. Sua admiração pelo país sul-americano, a forte amizade com os zagueiros Godín (padrinho de sua filha) e Giménez, seus parceiros de Atlético de Madrid, o apreço pelo mate. Mas não deixou de ser inusitado — apesar de previsível — o atacante não comemorar o segundo gol, após falha do goleiro Muslera. Vibração discreta, abraço nos compatriotas e pronto. Não quis afrontar a tristeza dos amigos.

Já Mbappé, indiferente à queda platense do colega, afrontou. Com os uruguaios abatidos, deu um passe debochado, tomou um peteleco como reprimenda, exagerou na ‘dor’. Lembrou Neymar, seu companheiro de Paris Saint-Germain? Certamente. Com o atenuante de ser um menino de 19 anos, mas a partir de agora com um burburinho a ofuscar sua qualidade jogando, como tem acontecido com o brasileiro.

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Jogando, Mbappé é o símbolo do futebol moderno. De velocidade e imposição física aliada a talento — deixando para trás a escola espanhola de troca de passes. Exatamente como joga a França. Como jogam Brasil e Bélgica. Uma semifinal que já tem um peso enorme, inevitável.

Ponto alto
Depois de algumas falhas contra a Argentina, a jovem defesa francesa se impôs contra o Uruguai. E quando Varane e Umtiti não impediram os adversários, Lloris fez defesa maravilhosa, em cabeçada de Cáceres.

Ponto baixo
A molecagem de Mbappé quase trouxe à tona o pior lado dos uruguaios, e o sangue latino dos franceses multiplicou a hostilidade. Por pouco o gramado de Nijni Novgorod não lembrou as batalhas de Montevidéu.

Na semifinal
Terça-feira, às 15h, a França enfrenta o vencedor de Brasil e Bélgica, em São Petersburgo.

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