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Fluminense rebate vídeo homofóbico de jogador do Vasco: ‘Diversidade’

O volante Fellipe Bastos foi filmado xingando o clube rival após a conquista vascaína da Taça Guanabara

O Fluminense publicou uma nota nesta segunda-feira, 18, para repudiar a provocação de cunho homofóbico do volante Fellipe Bastos, do Vasco. O jogador gravou um vídeo com provocações ao time adversário, logo após a conquista da Taça Guanabara, no último domingo, com a vitória do Vasco por 1 a 0, no Maracanã.

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“Série C do c******, vai tomar no c*, time de viado”, disparou Bastos, reserva do Vasco. O material se espalhou rapidamente pelas redes sociais e levou a diretoria do Fluminense a divulgar a nota de repúdio nesta segunda.

O Fluminense declarou  que a manifestação do jogador diminui a vitória vascaína e cobrou respeito à população LGBT do Brasil.

“Sexualidade é diversidade. A intolerância não pode ter mais espaço na nossa sociedade. O Fluminense é um time de todos, como todo clube deveria ser. E lamenta que alguns ainda deem lugar para o preconceito. O Fluminense entende que uma vitória seguida de homofobia é uma derrota para o esporte. Para a sociedade. E o país onde mais se assassina LGBTs no mundo não pode deixar uma demonstração tão clara de preconceito morrer.”, escreveu.

A final da Taça Guanabara foi marcada por confusões entre as duas diretorias. A divisão de setores no Maracanã causou briga nos bastidores e indefinição para a torcida. A Justiça determinou que o jogo seria de portões fechados, mas, com 30 minutos de jogo, a decisão foi revogada e a torcida pôde entrar no estádio.

Fellipe Bastos publicou nesta segunda, em suas redes sociais, uma retratação sobre o ocorrido. “Gostaria de pedir desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas por aquele vídeo. Desculpas à instituição Fluminense, também. Queria deixar claro que não tenho nada contra classe nenhuma. Foi um momento de extravaso. Nasci e fui criado no futebol, onde podia brincar, mas extravasei e atrapalhei. Espero que entendam e parem de ameaçar a minha família, porque eles não têm nada a ver com isso”, concluiu.