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Final da Champions é a chance de ouro para Neymar ser o melhor do mundo

Com números piores do que os concorrentes Lewandowski e Mbappé, brasileiro terá chances se for protagonista e campeão graças ao histórico recente do prêmio

Por Alexandre Senechal - Atualizado em 23 ago 2020, 10h55 - Publicado em 22 ago 2020, 09h00

A discussão sobre Neymar ser ou não o melhor jogador do mundo após boas atuações na Liga dos Campeões, que ajudaram a colocar o Paris Saint-Germain na final pela primeira vez da história, pode parecer um exagero para quem analisa os números do atacante na temporada. O histórico recente do prêmio “The Best” da Fifa, porém, mostra que uma tarde inspirada na decisão contra o Bayern de Munique pode credenciar o brasileiro a sonhar com a honraria, mesmo com estatísticas inferiores aos principais concorrentes na final, o companheiro Kylian Mbappé e o rival Robert Lewandowski.

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Até 2006, a seleção levava mais em conta as atuações da temporada como um todo e dava menos peso à Liga dos Campeões. Foi assim nos prêmios dos brasileiros Ronaldo (1997), Rivaldo (1999) e Ronaldinho Gaúcho (2004 e 2005), eleitos mesmo sem conquistarem o torneio europeu. Em ano de Copa do Mundo, o escolhido deveria, obrigatoriamente, ter sido um dos destaques, como foram Romário (1994), Zidane (1998), Ronaldo (2002) e até o zagueiro Fabio Cannavaro, campeão com a Itália em 2006.

Lionel Messi e Cristiano Ronaldo contribuíram para mudar o cenário. Os duelos equilibradíssimos em termos de estatísticas e protagonismo foram decididos em função dos resultados na Liga dos Campeões entre 2008 e 2017 – cada um foi o melhor do mundo cinco vezes no período. Nem mesmo os destaques dos campeões nas Copas proporcionaram um novo eleito. Luka Modrić, vice-campeão mundial com a Croácia, quebrou a hegemonia em 2018, mas a temporada perfeita do Real Madrid, campeão europeu, teve um peso significativo na escolha.

Neymar pode se beneficiar disso, caso consiga brilhar novamente na final deste domingo, 23, e conquiste a competição com o PSG. O peso de ser o protagonista na decisão é a chance de convencer os jurados, já que tanto o Mbappé quanto Lewandowski tiveram mais destaque – e melhores números – se considerarmos a temporada completa.

O polonês do Bayern de Munique teve o desempenho mais impressionante. Em 46 jogos até aqui, Lewandowski marcou 55 gols e deu 10 assistências, que foram fundamentais nos títulos do Campeonato Alemão e da Copa da Alemanha. Neymar perdeu o início da temporada por lesão e ainda viu o Campeonato Francês ser cancelado durante a pandemia do novo coronavírus e disputou apenas 26 partidas. Os números também foram muito acima da média, mas piores do que os de Lewa em todos os quesitos.

Neymar também perde nas comparações com o amigo e companheiro Mbappé. O francês de 21 anos, destaque no título mundial da França em 2018, tem 10 partidas a mais na temporada e supera o brasileiro em 11 gols e sete assistências. Também tem números melhores na média de bolas na rede marcados e participações diretas em gols por minuto.

Esta é a primeira vez que um brasileiro tem uma chance real de ficar com o maior prêmio individual da temporada desde a vitória de Kaká em 2007. Neymar já foi campeão da Champions em 2015, mas ainda como uma sombra de Messi no Barcelona. A mudança de ares para a França foi justamente para ser o protagonista e, com apoio do próprio Mbappé e de seus entusiasmados fãs, o sonho está mais próximo do que nunca. A resposta virá no próximo domingo, 23, a partir das 16h (de Brasília), no Estádio da Luz, em Lisboa,

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