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Fifa se solidariza com Guerrero, mas diz que não pode anular suspensão

Presidente Gianni Infantino recebeu o jogador peruano em Zurique, mas ressaltou que decisão sobre punição foi dada pelo TAS, uma instância superior

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 22 Maio 2018, 17h38 - Publicado em 22 Maio 2018, 15h37

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, recebeu Paolo Guerrero e o presidente da Federação Peruana de Futebol, Edwin Oviedo, em encontro realizado nesta terça-feira na sede da entidade, em Zurique. O atacante do Flamengo apelou a entidade para tentar anular sua suspensão por doping e poder jogar a Copa do Mundo da Rússia pela seleção peruana. Infantino demonstrou solidariedade, mas disse que a entidade não poderá ajudá-lo.

Na semana passada, a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) acolheu o recurso interposto pela Agência Mundial Antidoping contra a decisão emitida pelo Comitê de Apelação da Fifa e decidiu aumentar a suspensão do jogador de seis para catorze meses por doping. Assim, ele ficou impossibilitado de jogar pelo Peru o Mundial, depois de já ter cumprido seis meses da sanção.

Por meio de um comunicado divulgado pela entidade máxima do futebol, Infantino expressou sua “profunda compreensão de Guerrero por não estar apto para se juntar à seleção peruana que disputará a Copa do Mundo de 2018, mas também enfatizou o fato de que a sanção foi imposta pela Corte Arbitral do Esporte, depois de um apelo contra a decisão de um órgão judicial independente da Fifa”.

Ou seja, o dirigente deixou claro que não há como a entidade reverter a punição aplicada pelo máximo tribunal esportivo, que acabou atendendo ao recurso apresentado pela Agência Mundial Antidoping após a Fifa ter reduzido, em dezembro passado, de um ano para seis meses a suspensão aplicada inicialmente ao atacante. A defesa de Guerrero alega que o jogador ingeriu, por engano, um chá contendo a substância proibida benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína, e que isso não lhe trouxe nenhum benefício esportivo.

Guerrero testou positivo para uso dessa substância em exame realizado depois do empate por 0 a 0 entre Argentina e Peru, em Buenos Aires, pela penúltima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa da Rússia de 2018, no dia 5 de outubro. Por causa da punição, Guerrero ficou impedido de defender a seleção peruana nas duas partidas da repescagem do Mundial, diante da Nova Zelândia. Mesmo assim, o seu país garantiu vaga na competição, que marcaria a primeira Copa do atacante.

Para a Fifa, o atacante foi negligente ao violar a regra antidoping e, portanto, aplicou seis meses de suspensão – a sanção mínima seria de um ano caso considerasse que Guerrero teve intenção de consumir a substância proibida.

A Agência Mundial Antidoping, no entanto, entrou com um recurso na CAS e solicitou que a decisão da Fifa fosse anulada e Guerrero suspenso por um período entre um e dois anos, de preferência por 22 meses. Dois procedimentos de arbitragem foram registrados pelo máximo tribunal esportivo mundial, que realizou uma audiência em sua sede, em Lausanne, na Suíça, no último dia 3, antes de anunciar a punição ao atleta em 14 de maio.

A CAS aceitou o argumento de que Guerrero não tentou melhorar seu desempenho ingerindo a benzoilecgonina, mas entendeu que o jogador foi negligente e que poderia ter tomado medidas para impedir o consumo da substância proibida. Por isso, aplicou a sanção de catorze meses de suspensão.

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