Clique e assine a partir de 9,90/mês

Fifa propõe caminho para o futebol pós-coronavírus

A entidade divulgou um documento com novas medidas para enfrentar a crise e recomendou a flexibilização da idade olímpica em virtude do adiamento dos Jogos

Por Danilo Monteiro - Atualizado em 3 abr 2020, 18h54 - Publicado em 3 abr 2020, 18h50

A Fifa divulgou um documento nesta sexta-feira 3 com uma série de propostas para o futebol mundial, adaptando as relações de trabalho, o calendário e até mesmo os critérios de classificação às consequências da pandemia de coronavírus. A entidade dará, por exemplo, poder às federações nacionais para definir a data da janela de transferências e tirará a obrigatoriedade de que os atletas sirvam suas seleções nas chamadas datas Fifa, permitindo aos clubes rejeitarem convocações de seus atletas até julho de 2020.

O limite de idade do torneio olímpico masculino de futebol também era uma preocupação das entidades afiliadas. Com o adiamento da Olimpíada de Tóquio para 2021, havia dúvida sobre a permissão de participação dos atletas nascidos em 1997 (e que ultrapassarão a barreira dos 23 anos quando os Jogos começarem). A Fifa, no entanto, recomendou que a data de corte continue sendo no dia 1º de janeiro de 1997, permitindo, assim, a participação de atletas que extrapolarem em um ano a idade olímpica.

Os atletas que tiverem contratos encerrados no dia 30 de junho, geralmente o final das grandes ligas europeias, terão seus vínculos renovados até o encerramento da temporada vigente. Isso serve mesmo para aqueles que já tenham acertado a transferência para outras equipes.

O período da janela de transferências ficará sob responsabilidade das federações locais, visto que cada país terá um tempo diferente de quarentena em razão da Covid-19, ou seja, cada liga terá um tempo diferente de retorno. A Fifa revelou que aceitará todos os pedidos de extensão do calendário e adiamento da janela (a última desde não extrapole a data limite de 16 semanas).

Continua após a publicidade

A Fifa não vai interferir no pagamento de clubes a atletas, mas pediu busquem acordos que sejam justo e benéfico para as duas partes. A entidade, como medida de proteção, também permitirá que jogadores e treinadores que perderam o emprego por causa da pandemia acertem novos vínculos com outras equipes neste período de paralisação do futebol.

Publicidade