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Fifa anuncia Austrália e Nova Zelândia como sedes da Copa feminina de 2023

Candidatura da Oceania superou a da Colômbia, que teve o apoio da Conmebol e da CBF

Por Da Redação - Atualizado em 25 jun 2020, 13h39 - Publicado em 25 jun 2020, 13h15

A Fifa anunciou nesta quinta-fieira, 25, que Austrália e Nova Zelândia serão a sede da Copa do Mundo de futebol feminino de 2023. A candidatura da Oceania superou a da Colômbia, que teve o apoio da Conmebol e da CBF, depois que o Brasil desistiu do pleito, assim como o Japão. Os países da Oceania levaram 22 votos contra 13 dos sul-americanos, entre os 35 participantes do conselho.

Esta será a primeira Copa do Mundo de futebol, entre homens e mulheres, na Oceania e a primeira edição feminina no hemisfério sul. Os membros da Uefa (Europa) e Conmebol (América do Sul) votaram em bloco na Colômbia, enquanto Concacaf (Américas Central e do Norte), CAF (África), AFC (Ásia) e OFC (Oceania), além do presidente da Fifa, Gianni Infantino, optaram por Austrália e Nova Zelândia.

Na avaliação dos especialistas no processo, a candidatura da Oceania foi a mais bem preparada, com pontuação 4,1 na escala de 1 a 5. O Japão, que desistiu do pleito três dias antes do anúncio, obteve 3,9, enquanto a Colômbia ficou em último, com 2,8. Dois membros do conselho, Johanna Wood e Ramon Jesurun, não votaram por serem da Nova Zelândia e da Colômbia, respectivamente.

Brasil desistiu por ‘falta de garantias’

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A CBF anunciou no início do mês a retirada da candidatura do Brasil, citando a crise financeira provocada pela pandemia de coronavírus e informou que “não foram apresentadas as garantias do governo federal” para a realização da competição.

Em nota oficial, a entidade informou que uma “análise da Fifa sobre a documentação da candidatura brasileira considerou que não foram apresentadas as garantias do governo federal e documentos de terceiras partes, públicas e privadas, envolvidas na realização do evento”. A entidade disse ainda compreender tanto a posição da Fifa quanto a do governo brasileiro em meio ao que chamou de “momento excepcional vivido pelo país e pelo mundo”.

“O governo federal, por sua vez, elaborou para a Fifa uma carta de apoio institucional na qual garantiu que o país está absolutamente apto a receber o evento do ponto de vista estrutural, como já o fez em situações anteriores. No entanto, ressaltou que, por conta do cenário de austeridade econômica e fiscal, fomentado pelos impactos da pandemia da Covid-19, não seria recomendável, neste momento, a assinatura das garantias solicitadas pela Fifa”, continua a nota.

Recentemente, o país sediou algumas das maiores competições esportivas do mundo, incluindo o Pan-Americano do Rio-2007, a Copa das Confederações 2013, a Copa do Mundo de 2014, Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio-2016, a Copa América 2019 e a Copa do Mundo Sub-17 em 2019. Segundo a CBF, a experiência em tantos eventos seguidos não favorecia a candidatura brasileira, “apesar de serem provas incontestáveis de capacidade de entrega.”

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