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Festa com Michael Jordan antecedeu suposto caso de assédio de Neymar

Segundo revelou o 'Wall Street Journal', funcionária da Nike acusa o atleta de forçá-la a fazer sexo oral em hotel em Nova York, em 2 de junho de 2016

Por Da Redação Atualizado em 28 Maio 2021, 10h35 - Publicado em 28 Maio 2021, 10h28

Nova York, Estados Unidos, madrugada de 2 de junho de 2016. Segundo reportagem do jornal americano The Wall Street Journal estes foram local e data apresentados por uma funcionária da Nike que acusa o atacante Neymar de assédio sexual em um quarto de hotel. Ainda segundo a reportagem, a empresa americana rompeu contrato com o astro brasileiro em agosto de 2020, acusando-o de não cooperar com uma investigação sobre o caso. O estafe de Neymar nega. Pouco antes da data apresentada pela suposta vítima, Neymar, seu pai e amigos celebravam com outra estrela do esporte, Michael Jordan, a lenda do basquete, em uma festa organizada pela Nike.

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Na época, liberado de participar da Copa América Centenário para focar suas atenções na Olimpíada do Rio, que aconteceria no mês seguinte, Neymar curtia férias em Nova York, em meio a um compromisso publicitário: o lançamento de chuteiras em parceria com a Air Jordan, marca do ex-jogador do Chicago Bulls, subsidiária da Nike, que patrocinava ambos. Na tarde de 1 de junho, Neymar e Jordan se conheceram em uma quadra em Nova York, trocaram calçados e autógrafos e tiraram fotos.

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O presidente da Nike, Trevor Edwards, e o atacante Neymar Jr. durante evento em Nova Iorque, em 2016 -
O presidente da Nike, Trevor Edwards, e o atacante Neymar Jr. durante evento em Nova Iorque, em 2016 – Johnny Nunez/Getty Images

Durante a noite, ambos compareceram a uma grande festa, na qual Neymar posou com Trevor Edwards, presidente de marcas da Nike, com o jogador da NBA Carmelo Anthony e o cineasta Spike Lee, entre outros convidados VIP. O caso de assédio sexual, ainda de acordo com o Wall Street Journal, ocorreu ao final da festa, no retorno de Neymar ao hotel, já de madrugada.

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Segundo a reportagem, uma funcionária da Nike disse a amigos e a colegas que trabalhavam com ela na empresa que Neymar tentou forçá-la a fazer sexo oral nele no quarto em que o jogador estava hospedado. A mulher, que não teve sua identidade revelada, abriu uma reclamação junto à Nike em 2018.

No ano seguinte, a empresa começou uma investigação interna sobre o caso e decidiu não colocar mais o jogador em campanhas de marketing. Na noite anterior, na madrugada de 31 de maio para 1º de junho, Neymar também saiu para festejar em Nova York, desta vez com amigos, e postou vídeos em suas redes sociais.

Neymar durante festa em NY
Neymar durante festa em NY Instagram/Reprodução

Ao WSJ, a representante legal da Nike, Hilary Krane, afirmou que o contrato com Neymar foi encerrado em 2020 porque o atacante não quis cooperar com a apuração e disse que a companhia não falou sobre o assunto publicamente antes porque “nenhum fato emergiu que nos permitisse falar com segurança sobre o assunto. Seria inapropriado a Nike fazer acusações sem apresentar fatos que as comprovassem”.

Segundo o jornal, durante a investigação, realizada por advogados do escritório Cooley LLP, representantes de Neymar negaram o que foi relatado pela funcionária, mas o jogador se recusou a ser entrevistado. Neymar era um dos atletas mais bem pagos pela Nike quando o contrato foi encerrado, em agosto de 2020. Cerca de duas semanas depois do rompimento, a Puma anunciou acordo de patrocínio com o jogador.

  • A PLACAR, o pai do jogador deu sua versão sobre o rompimento do contrato. “Se você ficar sem receber você continua na sua empresa, meu amigo? É simples assim. Quando a Nike não honrou os pagamentos que estavam em atraso alegando um monte de situação a gente rompeu. Simples assim”, afirmou. Questionado sobre os motivos, Neymar disse que a rixa com a empresa teve início devido a reclamações do atleta sobre a chuteira da fornecedora americana, que seria a causadora de suas lesões.

    “Primeiro foi porque o Neymar não quis mudar de produto, de chuteira. Eles queriam um modelo de chuteira que ele utilizasse e ele não queria mudar, sair da chuteira que era de costume, a Mercurial. E ele resolveu não aceitar e depois não fizeram o pagamento, envolveram um monte de situações. Com os pagamentos atrasaram, entrou pandemia, eles não queriam honrar com aquilo e a gente não queria mais continuar pelos desgastes que já estávamos sofrendo”, afirmou.

    “A chuteira já estava provocando várias situações para ele, principalmente de lesão, porque era uma chuteira que não tinha estabilidade. Era isso, um monte de situações que estamos colocando agora e a gente, nesse momento, se a Nike vier para cima, nós vamos para cima dela”, prosseguiu, em tom exaltado.  “Não é hora para falarmos nada e criarmos mais polêmica. Vou esperar o que a Nike vai fazer primeiro de estratégia e eu vou fazer a nossa. Eu só sei que eu não estou entendendo, não soa bem. Do jeito que você não está entendendo eu também não estou entendendo, a conta não fecha.”

    Neymar está na Granja Comary, em Teresópólis (RJ), concentrado com a seleção brasileira que disputará a Copa América, a partir do dia 13, na Argentina. Curiosamente, justamente às vésperas da última edição do torneio em 2019, o jogador recebeu outra acusação de assédio, da modelo Najila Trindade. Neymar se machucou dias depois e não participou da campanha do título em casa. O caso foi arquivado – tanto a denúncia de assédio por parte do atleta quanto às de caluniosa e extorsão contra Najila.

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