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Felipe Melo sobre protestos: ‘É questão de educação do povo brasileiro’

Volante do Palmeiras disse que contestações de parte da torcida são exageradas e celebrou sua fase goleadora

Por Da redação - Atualizado em 6 ago 2019, 15h01 - Publicado em 6 ago 2019, 14h33

O volante Felipe Melo, autor do gol de empate do Palmeiras no clássico contra o Corinthians do último fim de semana, concedeu entrevista nesta terça-feira, 6, na Academia de Futebol, e falou sobre sua boa fase – que contrasta com um momento de contestações ao time e ao técnico Luiz Felipe Scolari. Questionado sobre os protestos realizados por integrantes da torcida organizada antes do dérbi, Felipe Melo citou questões culturais do país e recordou os feitos da equipe.

“Eu tenho três anos de Palmeiras. No primeiro ano também teve protesto, no segundo e no terceiro. É questão de educação do povo brasileiro, infelizmente. É um time que ficou um ano sem perder no Brasileiro, é o atual campeão brasileiro, saiu da Copa do Brasil contra um grande rival, no primeiro jogo tivemos oportunidade de ampliar o marcador e no segundo jogo eles foram melhores, mas tivemos oportunidades de fazer gol. Nos classificamos na Libertadores estamos brigando nas primeiras colocações do Brasileiro, e o time é chamado de pipoqueiro”, desabafou.

“São situações que não vão mudar. Porque olhamos para o lado e vemos um pai que manda o filho de dois anos xingar você no estádio. Como quer que mude? É questão de berço. Cabe aos jogadores trabalhar”, afirmou o meio-campista de 36 anos. Felipe Melo, que nas últimas semanas marcou gols importantes contra Godoy Cruz, na Libertadores, e Corinthians, no Brasileirão, evitou cravar que vive sua melhor fase.

“Eu acho que o que sempre marcou minha carreira foi minha regularidade dentro de campo. Se falar em gols no Palmeiras é meu melhor semestre, e tem toda uma temporada pela frente. Como eu sou crítico e gosto de ver meus jogos, não tenho tanta oscilação. A regularidade tem marcado muito. O diferencial são os gols. Espero que continue assim, mas minha função dentro de campo não é de fazer gols.”

Ao comentar sobre a filosofia de jogo das equipes brasileiras, fez elogios ao Santos, líder do Brasileirão, mas lembrou que o adversário só disputa o torneio nacional neste momento.

“Há várias formas de jogar futebol. Cada treinador tem uma forma. Jogamos contra o atual líder do Campeonato Brasileiro, que tem posse de bola, e ganhamos de 4 a 0. O Santos é um time que é bonito de ver jogar, mas já saiu de três competições. Enquanto o Palmeiras ou Flamengo estão viajando para jogar outras competições, o Santos está descansando, com tempo para trabalhar. (…) Cada um tem uma maneira de jogar, não vejo crítica. O Liverpool jogou contra o Barcelona, que toca muito a bola, o Liverpool passou e foi campeão da Champions League. Essa é a nossa forma de jogar, um time que verticaliza muito.”

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