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Expulsões, gol qualificado e vexame: rotina do Corinthians na Libertadores

Desde que venceu o título de forma invicta em 2012, clube acumula eliminações precoces e protestos contra a arbitragem

Por Da Redação - Atualizado em 14 fev 2020, 10h12 - Publicado em 13 fev 2020, 10h01

Mais uma vez, o Corinthians deixou a Copa Libertadores de forma breve e frustrante. A eliminação para o Guaraní do Paraguai, após derrota por 1 a 0 fora de casa e vitória insuficiente por 2 a 1 em Itaquera nesta quarta-feira 12, repetiu o roteiro das decepções acumuladas desde o inédito título em 2012. Gols perdidos, expulsões e protestos contra os árbitros foram a regra ano após ano.

Os “vilões” da vez foram o árbitro argentino Néstor Pitana, o mesmo que apitou as eliminações alvinegros em 2016 e 2018, e Pedrinho, expulso no início do jogo. “Quero pedir desculpas a arbitragem brasileira pela crítica que fazemos, ainda mais enfrentando uma arbitragem terrível como a de hoje, do Néstor”, ironizou o técnico Tiago Nunes após o jogo. Além do vermelho, o Corinthians reclamou da falta de Gil que originou o gol do Guaraní e de uma suposta ausência de critério do experiente árbitro, que dirigiu a última final de Copa do Mundo.

Com o novo vexame, o Corinthians se tornou o único clube brasileiro a cair duas vezes na fase prévia da Libertadores. Na primeira, diante do colombiano Tolima, em 2011, também houve expulsão (do peruano Cachito Ramirez) e lamentação com gols perdidos. Relembre, abaixo, as últimas eliminações do Corinthians na Libertadores:

2013: Boca Juniors (Argentina), oitavas de final

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Está é a eliminação que causou mais revolta nos corintianos. Depois de perder o primeiro jogo por 1 a 0 na Bombonera, o Corinthians apenas empatou em 1 a 1 no Pacaembu em jogo marcado por erro graves de arbitragem do paraguaio Carlos Amarilla. O clube brasileiro teve três gols anulados e ainda reclamou de dois pênaltis e uma expulsão não assinalada contra o time argentino. Meses antes, o clube ganhou as páginas policiais com a morte do torcedor boliviano Kevin Spada, atingido por um sinalizador que partiu da torcida corintiana.

Emerson lamenta cartão, durante jogo entre Corinthians e Boca Juniors, pela copa Libertadores, no estádio Pacaembu em São Paulo
Atuação de Carlos Amarilla revoltou corintianos em 2013 Reinaldo Canato/VEJA

2015: Guaraní (Paraguai), oitavas de final

Logo depois de uma fase de grupos arrasadora, o Corinthians de Tite foi eliminado pelo mesmo rival deste ano, com duas derrotas, 2 a 0 em Assunção e 1 a 0 em casa. Fábio Santos e Jadson foram expulsos em Itaquera. Assim como em 2020, o ídolo Cássio falhou em um dos gols paraguaios.

Copa Libertadores: Corinthians x Guaraní (PAR)
Fábio Santos foi expulso em 2015 Paulo Whitaker/Reuters

2016: Nacional (Uruguai), oitavas de final

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Mais uma vez, o critério do gol qualificado fora de casa derrubou o Corinthians, que empatou os dois jogos, o primeiro por 0 a 0 em Montevidéu e o segundo por 2 a 2 em Itaquera. O lateral Fagner foi expulso no segundo jogo, justamente por Pitana. O Corinthians ainda desperdiçou um pênalti com o atacante André.

Partida entre Corinthians e Nacional (URU), pelas oitavas de final da Copa Libertadores 2016, na Arena Corinthians, zona leste da capital paulista - 04/05/2016
Dois empates eliminaram Corinthians contra o Nacional Friedemann Vogel/Getty Images

2018: Colo Colo (Chile), oitavas de final

Na participação anterior, o Corinthians foi eliminado na mesma fase e com os mesmos resultados: derrota por 1 a 0 em Santiago e vitória por 2 a 1 em Itaquera. Nos dois jogos, o Corinthians teve jogadores expulsos: Gabriel na ida e Danilo Avelar na volta. O segundo jogo também foi apitado pelo argentino Pitana.

Lucas Barrios comemora gol que classificou o time chileno Paulo Whitaker/Reuters

 

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