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Ex-presidente do Barcelona é absolvido em caso de lavagem de dinheiro

Sandro Rosell esteve preso por 21 meses e foi colocado em liberdade condicional em fevereiro

O ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, foi absolvido em um caso de lavagem de dinheiro pelo qual havia passado 21 meses em prisão preventiva, anunciou nesta quarta-feira, 24, a justiça da Espanha.

A Audiência Nacional, tribunal com sede em Madri, absolveu Rosell e outros cinco acusados de lavagem de dinheiro de comissões dos direitos audiovisuais de 24 partidas da seleção brasileira.

Em fevereiro, promotores espanhóis pediram uma sentença de 11 anos de prisão, além de uma multa de quase 60 milhões de euros (255 milhões de reais na cotação da época) para Rosell. Ex-executivo da Nike no Brasil e presidente do Barcelona de 2010 a 2014, ele foi acusado de apropriação indébita de fundos provenientes da venda de direitos televisivos envolvendo amistosos da seleção, bem como de um contrato de patrocínio entre a empresa de material esportivo e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O tribunal considerou que as acusações não foram provadas.

A acusação era de que Rosell ajudou a lavar cerca de 20 milhões de euros (aproximadamente 88 milhões de reais) relacionados a comissões para os jogos do Brasil durante o período em que Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e seu amigo íntimo, estava no comando da entidade. Ele era acusado de ter ficado com pelo menos 6,5 milhões de euros (28,7 milhões de reais) desse valor.

Em 27 de fevereiro deste ano, Rosell recebeu liberdade condicional da justiça espanhola durante julgamento do caso. Ele esteve preso desde maio de 2017. Em março, após término do julgamento, a pena ao ex-presidente foi diminuída de 11 para seis anos de prisão.