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Espanha supera retranca do Irã graças ao talento de Iniesta

Meia destravou a defesa iraniana para encontrar Diego Costa, autor do gol da vitória

Por Fernando Beagá 20 jun 2018, 17h46

O reloginho ‘tiki-taka’ teve que trabalhar na difícil vitória da Espanha sobre o Irã, por 1 a 0, no fechamento da segunda rodada do Grupo B da Copa do Mundo da Rússia. Foi preciso muita paciência na troca de passes para romper o bloqueio iraniano. A equipe treinada pelo português Carlos Queiroz, que atuou no esquema 4-3-3 na estreia contra o Marrocos (vitória por 1 a 0), chegou a formar uma linha de seis defensores quando estava sem a bola — e ficou sem ela por 69% do tempo.

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A retranca do Irã causaria orgulho no técnico austríaco Karl Rappan, criador do ‘ferrolho suíço’ há oitenta anos, na Copa de de 1938. Foi um primeiro tempo jogado em apenas um campo, com os iranianos devolvendo a bola em chutões. Como as jogadas não chegavam a Diego Costa, coube aos meias criar as melhores chances. Isco tentou, com dribles e passes de letra, destravar a marcação, enquanto David Silva teve as finalizações mais perigosas.

  • No início do segundo tempo, os iranianos degustaram o amargor da ironia. Quando finalmente se aventuraram no ataque, quase abriram o placar, aos oito minutos: o chute de Ansarifard acertou a lateral externa a rede. Mas, no lance seguinte, o craque resolveu descosturar a retranca: entre dribles e trocas de passe, Iniesta encontrou Diego Costa dentro da área. Rezaeian tentou cortar e carimbou a canela do atacante hispano-brasileiro. Alívio e justiça em Kazan.

  • Se soube migrar seus meias para a defesa, o Irã também se aplicou no sentido contrário. As finalizações mais perigosas do jogo a partir dali foram da seleção asiática — incluindo um gol anulado pelo árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês), aos dezessete. Aos 37, Taremi cabeceou por cima do gol. Àquela altura, já seria justiça um empate. Foram duas versões iranianas em um mesmo jogo e será curioso ver como tentarão parar Cristiano Ronaldo na terceira rodada.

    Com quatro pontos, a Espanha empata com Portugal na liderança do Grupo B. Na segunda-feira, 25 de junho, às 15h, o Irã enfrenta CR7. No mesmo dia e horário, espanhóis jogam contra o já desclassificado Marrocos.

    Ponto alto

    Iniesta deixou o Barcelona por já não se sentir em altíssimo nível. Seu desgaste físico já é visível, mas o talento salta mais aos olhos. Sua jogada garantiu os três pontos à Fúria.

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    Ponto baixo

    Evitar a derrota a ponto de abdicar do ataque é uma forma legítima de jogar — e há quem admire. Mas o Irã também apelou para velhos truques para fazer o relógio correr durante o primeiro tempo. Percebendo a catimba, a Espanha se negou a devolver a bola quando o goleiro Beiranvand simulou contusão, isto é, considerou que o fair play (jogo limpo) premiaria o antijogo.

    Ficha do jogo

    Irã 0 x 1 Espanha

    Local: Arena Kazan. Árbitro: Andrés Cunha (URU). Público: 42.718. Gol: Diego Costa, aos 9 do segundo tempo.

    Irã: Beiranvand; Rezaeian, Pouraliganji, Hosseini e Hajsafi (Mohammadi); Ebrahimi, Ezatolahi, Taremi, Amiri (Ghoddos) e Karim Ansarifard (Jahanbakhsh); Azmoun. Técnico: Carlos Queiroz.

    Espanha: De Gea; Carvajal, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets e Iniesta (Koke); Lucas Vázquez (Asensio), David Silva e Isco; Diego Costa (Rodrigo Moreno). Técnico: Fernando Hierro.

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