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Emocionada após eliminação, Marta coloca dúvidas sobre futuro na seleção

Camisa 10 disse ainda não saber se participação na Olimpíada foi a sua despedida pelo país e elogiou legado deixado pela meio-campista Formiga

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2021, 10h02 - Publicado em 30 jul 2021, 09h42

Emocionada após a eliminação da seleção brasileira feminina para o Canadá na manhã desta sexta-feira, 30, em Miyagi, pelas quartas de final dos Jogos de Tóquio, a atacante Marta colocou em dúvida se continuará atuando pelo país. Aos 35 anos, eleita por seis vezes como a melhor jogadora de futebol do mundo pela Fifa, ela ainda disse que pensará sobre a continuidade e pediu para “não apontarem o dedo” para a nova geração de atletas.

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“Não sei [se foi o último jogo pela seleção], difícil dar essa resposta agora, estou com a cabeça a mil, vou deixar essa resposta para depois. Não dá para dizer no momento, estou muito emocionada. Peço para as pessoas não apontarem o dedo para ninguém, se tiver que apontar para alguém apontem para mim, já estou acostumada”, disse a camisa 10.

  • Marta também fez menção especial a volante Formiga, de 43 anos, que se despede da seleção. A PLACAR, a jogadora disse que a sétima participação em Jogos Olímpicos seria o seu último ato pelo país. Ninguém, entre homens e mulheres, conseguiu disputar sete Copas do Mundo (1995, 1999, 2003, 2007, 2011, 2015 e 2019) e sete Olimpíadas (1996, 2000, 2004, 2008, 2012, 2016 e 2021).

    “Falei para as meninas e falei diretamente para a Formiga que eu gostaria de ver mais uma vez aquela emoção de lutar pela medalha com ela. Mas agradeço demais por tudo que ela fez pela nossa seleção durante esses anos todos. Uma vida dedicada a esse esporte. Que todos possam enxergar da mesma maneira que estou enxergando hoje”, afirmou.

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    Marta disputou uma Olimpíada pela quinta vez na carreira. No Japão, se tornou a primeira jogadora a marcar gols em cinco edições do torneio. A atleta voltou a cobrar investimentos para a modalidade. “Tem dias que as coisas não funcionam, faltou um pouco de paciência. Poderíamos ter aproveitado melhor na prorrogação, porque elas estavam mais cansadas. São coisas que acontecem, nem sempre o melhor vence. Temos de continuar apoiando a modalidade, porque o futebol feminino não acaba aqui. Espero que as pessoas tenham a consciência de não apontar dedos, não tem culpados. Fizemos o que estava a nosso alcance”.

    No futebol, o país segue com chances de medalha apenas no masculino. A equipe dirigida pelo técnico André Jardine enfrenta o Egito neste sábado, 31, às 7h (de Brasília), em Saitama.

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