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Em reunião tensa com CBF, clubes manifestam apoio à presença de torcedores

Maioria dos dirigentes, porém, só aceita reabertura dos estádios de forma isonômica; novo protocolo sobre atletas infectados foi definido

Por Luiz Felipe Castro - Atualizado em 25 set 2020, 14h24 - Publicado em 25 set 2020, 11h37

Um dia depois de o governo do Rio de Janeiro autorizar a presença de torcida (até 30% da capacidade máxima de cada estádio) em jogos de futebol no estado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se reuniu com os clubes da Série A do Brasileirão e suas respectivas federações para debater o assunto e outras questões ligadas à pandemia do novo coronavírus. O encontro virtual na última quinta-feira 24 teve momentos acalorados e, mesmo sem uma definição formal, afastou a hipótese do retorno de torcedores até o momento.

A maioria dos clubes se mostrou favorável à reabertura dos estádios, desde que isso ocorresse de forma isonômica, ou seja, para todos e não apenas em determinadas regiões, e com a devida permissão das autoridades locais (o que não deve ocorrer em um futuro breve). O momento de maior tensão na reunião se deu entre o presidente da CBF, Rogério Caboclo, e o da federação do Rio (Ferj), Rubens Lopes, segundo confirmaram a PLACAR dirigentes presentes no encontro.

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Caboclo propôs uma votação sobre o tema; Lopes, então, o interrompeu dizendo que tal decisão não cabia aos integrantes da reunião – a federação carioca é, naturalmente, a favor do retorno da torcida em seu estado e se baseia em um decreto publicado na quarta-feira no Diário Oficial. O tom da discussão subiu e inviabilizou qualquer definição.

“A grande maioria dos participantes se manifestou favorável ao retorno do público em data e quantidade a serem definidas, desde que de forma isonômica e com permissão das autoridades dos estados e municípios correspondentes. O tema voltará a ser debatido em reunião futura”, se limitou a dizer, em nota, a CBF.

Outro assunto permeou a reunião: o pedido do Flamengo de adiar a partida do próximo domingo 27 diante do Palmeiras por ter 16 atletas contaminados pelo coronavírus. O clube carioca entrou com um pedido junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e aguarda definição. A CBF, porém, é a favor da manutenção e disse estar respaldada pelo próprio STJD. A entidade ainda anunciou um definição de critérios, como a ampliação do número de inscritos no Brasileirão.

“Em linha com a jurisprudência que vem sendo construída pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) sobre o tema, a CBF estabeleceu, com anuência da grande maioria dos clubes, o mínimo de 13 atletas não infectados para que a partida seja realizada. Na ocasião, tendo sido apresentada a possibilidade de aumento do limite de inscrições para o Campeonato Brasileiro da Série A de 40 para 50 atletas, os clubes se manifestaram favoravelmente”, informou a CBF.

O Flamengo ainda aguarda uma decisão do STJD e mantém a posição de que o jogo de domingo não deveria ocorrer. A Série A do Brasileirão teve apenas um jogo adiado por causa do coronavírus: Goiás x São Paulo, ainda na primeira rodada e faltando dez minutos para o início da partida. O clube goiano havia recebido a confirmação de nove casos de contaminação, com atraso.

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A CBF, então, determinou maior rigor em relação aos testes para evitar novos adiamentos – o que atrapalharia ainda mais o já caótico calendário de 2020, com previsão de finalização para fevereiro de 2021. Na rodada seguinte, o próprio Goiás enfrentou o Palmeiras com 15 desfalques por contaminação. Em seu posicionamento a favor da manutenção do jogo contra o Flamengo, o Palmeiras citou que “o protocolo adotado para a competição contempla situações desse tipo”.

 

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