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Em crise, Barcelona apresenta brasileiro Paulinho

Um dia após ser arrasado pelo Real Madrid na Supercopa da Espanha, clube catalão recebeu seu principal reforço para a temporada até o momento

O meio-campista brasileiro Paulinho foi apresentado nesta quinta-feira pelo Barcelona, no Camp Nou. Apesar do clima de decepção após mais uma derrota para o rival Real Madrid, que ficou com o título da Supercopa da Espanha, o clube catalão preparou uma recepção calorosa para o principal reforço para a temporada até o momento – o Barcelona pagou 40 milhões de euros (quase 150 milhões de reais) pelo volante do Guanghzou Evergrande, da China. No Barça, Paulinho usará a camisa 15, mesmo número que vem utilizando na seleção brasileira. 

“É um momento especial para mim. Sou muito grato pelo esforço que o clube fez”, afirmou Paulinho. “O que me fez escolher? É porque o Barça é o Barça, e não se pode dizer não. Jogar aqui é realizar um sonho”, disse o volante de 29 anos na entrevista coletiva.

“Em minha carreira inteira, sempre fui um volante que cheguei com facilidade à frente. Mas se for para defender o jogo inteiro e ajudar meus companheiros da frente, para que eles possam decidir a partida, eu farei. A equipe tem um estilo de jogo e estou convencido de que posso me adaptar”, completou.

Esta será sua terceira experiência na Europa: no início de carreira, atuou no FC Vilnius, da Lituânia, e no Lodz, da Polônia, entre 2006 e 2008. Já consagrado no Corinthians e na seleção, decepcionou no Tottenham, da Inglaterra, entre 2013 e 2015.

O ex-jogador do Corinthians passou por exames médicos pela manhã e já posou sorridente com o uniforme do Barcelona ao lado do presidente Josep Maria Bartomeu. Nos últimos dias, o cartola tem sido alvo de críticas e até ameaças devido à contratação do brasileiro.

Nas redes sociais e em algumas publicações espanholas, espalhou-se a versão de que o negócio tenha atendido a interesses da empresa Adelte Group, cujo dono é justamente Bartomeu e que tem sede em Guangzhou, cidade chinesa onde Paulinho vivia desde 2015. O Barcelona negou tudo e prometeu processar os meios de comunicação que não se retratarem por ter publicado a informação.