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Egito decreta pena de morte a dez torcedores por tragédia

Briga entre torcedores em clássico egípcio causou 74 mortes em 2012

Por Da redação - Atualizado em 20 fev 2017, 11h31 - Publicado em 20 fev 2017, 11h25

A Corte de Cassação do Egito decretou nesta segunda-feira pena de morte para dez pessoas envolvidas na tragédia de Port Said, que matou 74 pessoas durante a partida entre Al-Masry e Al Ahly , em 2012. O veredicto da mais alta corte de apelação do país é final e, portanto, nenhum dos condenados poderá recorrer. Familiares das vítimas foram às ruas nesta segunda-feira para comemorar a decisão. 

Em primeira instância, haviam sido 21 sentenças de morte, das quais 10 foram depois revogadas. Nesta segunda, mais um torcedor se livrou da morte.  No total, 73 pessoas foram acusadas pela tragédia, com a maioria delas recebendo penas menores, de menos de 15 anos. Entre os que receberam penas pequenas estão nove policiais, o chefe de segurança responsável pelo estádio e o diretor esportivo do Al Masry.

A briga ocorrida em 1º de fevereiro de 2012 foi a maior tragédia do futebol mundial nos últimos 15 anos. Centenas de torcedores do Al Masry invadiram o campo e atacaram os fãs do Al Ahly. Morreram 72 torcedores do time do Cairo, o mais popular do país, e dois policiais.

A rivalidade entre as equipes extrapolava a esfera esportiva. A torcida do Al Ahly participou ativamente de protestos contra o ex-presidente Hosni Mubarak na Praça Tahrir durante a Primavera Árabe. Já os habitantes de Port Said apoiavam Mubarak, o que teria instigado o ataque. A polícia foi, no mínimo, negligente, permitindo o massacre em campo.

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Em 2013, quando a sentença em primeira instância foi divulgada, uma onda de violência se espalhou pelo Egito, em protesto. Só na cidade costeira de Port Said mais de 30 pessoas foram mortas.

(Com Estadão Conteúdo)

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