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Em jogo de bocejos, Uruguai vence Egito graças a zagueiro

O craque da seleção do Egito, Salah, acabou não entrando em campo, e só foi destaque nos telões do estádio

Por Fernando Beagá - Atualizado em 15 jun 2018, 14h07 - Publicado em 15 jun 2018, 11h32

Se Rússia e Arábia Saudita não foi um primor futebolístico, ao menos divertiu o público com os cinco gols dos anfitriões contra os frágeis sauditas. Era de Uruguai e Egito que se esperava o melhor embate, mas prevaleceu o bocejo em boa parte do jogo, até bater o desespero nos sul-americanos, que pressionaram e conseguiram o gol da vitória aos 45 minutos do segundo tempo. Mas a salvação não veio da dupla Suárez e Cavani, e sim do zagueiro Giménez, em gol de cabeça completando cobrança de falta. Final do jogo: 1 a 0 para os uruguaios.

A expectativa da torcida egípcia de ver seu craque, Mohamed Salah, em campo, foi frustrada. O atacante, que lesionou o ombro esquerdo na final da Liga dos Campeões, no último dia 26 de maio, fez seu primeiro treino com bola há dois dias. Sua presença no banco de reservas mais pareceu uma ameaça psicológica aos uruguaios. Se não conseguiam abrir o placar enquanto o “faraó” não estava em campo, imagine se ele entrasse e repetisse o que faz pelo Liverpool, da Inglaterra. Mas só coube a Salah ser protagonista do telão na Arena Ecaterimburgo — com espaços vazios nas arquibancadas.

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Sempre desafiado a montar a Celeste em função de seus dois centrovantes de primeiro nível, desta vez o técnico Óscar Tabárez não teve sucesso. A dupla é que lutou, trombou e impôs sua qualidade nas poucas vezes em que foi acionada. Luisito arrematou desajeitado ao pé da trave direita, aos 24 minutos do primeiro tempo e logo no primeiro minuto pós-intervalo obrigou El Shenawy a fazer difícil defesa. Cavani também foi parado pelo goleiro aos 38 e cobrou falta na trave aos 43.

Não foi a dupla substituição no meio de campo (Nández e De Arrascaeta por Sánchez e Cebolla), logo aos 13 da segunda etapa, que levou o Uruguai à vitória. O previsível desenho tático (um clássico 4-4-2) não se alterou. Foi o Egito, acuado e armado para contra-ataques (poucos e infrutíferos), quem cedeu ao desespero celeste. Com Salah, uma zebra em potencial. Sem ele, um time que comemorava o empate até Giménez surgir.

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Os egípcios, provavelmente com seu ídolo recuperado, encaram a empolgada Rússia na próxima terça, 19 de junho, às 15h. Os uruguaios podem encaminhar a classificação contra a Arábia Saudita, dia 20, às 12h — oportunidade para Suárez e Cavani desencantarem.

Ponto alto
Se as partidas ainda não fluíram como esperado, não é pelo antijogo. Apenas um cartão amarelo (para o egípcio Hegazy) foi mostrado. E segue a expectativa de como o árbritro de vídeo, ainda não acionado, vai se sair.

Ponto baixo

Lançamentos longos (e precisos) fazem parte dos argumentos saudosistas. Antigamente, era um meia — como o brasileiro Gérson, em 1970 — que os executava. Em tempos de “linhas altas”, cabe aos zagueiros a função. E os uruguaios abusaram da má pontaria.

FICHA DO JOGO

Egito 0 x 1 Uruguai
Local: Arena Ecaterimburgo. Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL). Público: 27.015. Gol: Giménez, aos 45 do segundo tempo.
Egito: El Shenawy; Ahmed Fathi, Hegazy, Gabr e Abdelshafy; Hamed (Morsy) e Elneny; Warda (Samy Morsy), Said e Trezeguet; Mohsen (Kahraba). Técnico: Héctor Cúper.
Uruguai: Muslera; Varela, Godín, Giménez e Cáceres; Vecino (Torreira), Betancur, Nández (Carlos Sánchez) e De Arrascaeta (Cebolla Rodríguez); Suárez e Cavani. Técnico: Óscar Tabárez.

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