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Dona Ivone Bachi, mãe do técnico Tite, morre aos 83 anos

Matriarca da família do treinador da seleção brasileira faleceu neste sábado, de causas naturais

Dona Ivone Mazzochi Bachi, mãe do técnico da seleção brasileira Tite, morreu neste sábado aos 83 anos de causas naturais. A notícia foi dada minutos antes da partida entre Caxias e Juventude, válida pelo Campeonato Gaúcho. Foi prestada homenagem de um minuto de silêncio no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, cidade onde dona Ivone morava e local onde Tite nasceu e deu os primeiros passos na carreira de jogador e treinador.

Conhecida por sua delicadeza e hospitalidade, dona Ivone foi uma das grandes incentivadoras do jovem Adenor Bachi no início de sua trajetória no futebol. Foi dela a iniciativa de manter Tite no time de juniores do Caxias nos tempos de dinheiro curto, fato que foi registrado na biografia do treinador, escrita pela jornalista Camila Mattoso.

Em entrevista após a eliminação do Brasil no Mundial da Rússia, no ano passado, dona Ivone demonstrava novamente sua devoção à carreira do filho. “Todos os jogos da Copa eu assisti em casa, e após a última partida eu chorei bastante”, lembrou a mãe do técnico Tite. “Dois dias depois do jogo, o Ade (maneira como ela se refere a Adenor, o técnico Tite) me ligou e disse: ‘Mãe, não vai pensar que vai passar tão fácil. Dói, dói, mas a vida continua'”.

Apesar do trauma, era da vontade de dona Ivone que Tite permanecesse no comando da seleção para a próxima Copa em 2022, no Catar. “Nunca impedi o Ade de tomar suas decisões, sempre o deixei à vontade, mas gostaria que ele ficasse à frente da seleção. Não sei se estou errada ou certa em dizer isso, mas quero que ele fique”, desabafou.

Dona Ivone foi uma das grandes incentivadoras da carreira de jogador de Tite. Ela foi quem financiou a ida do então jovem atleta ao Caxias, além de sustentar a casa. Na biografia do agora treinador da seleção brasileira, ela lembra o quanto o marido era mão-fechada: “Eu sempre coloquei dinheiro em casa. Era pouco, mas a minha parte era grande. Eu que dava dinheiro para esse menino jogar bola. E eu nunca quis nem um tostão do meu marido. Onde ele [seu Agenor] estiver agora, vai dizer que nunca na vida deu dez tostões para a mulher dele”.

(com Estadão Conteúdo)