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Domínguez revela conflito entre Fifa e Conmebol sobre Mundial de Clubes

Torneio de clubes não está no calendário da Fifa em 2019 e pode passar a ser disputado a cada quatro anos, em um formato diferente

Por Da redação - Atualizado em 24 jan 2019, 13h13 - Publicado em 24 jan 2019, 11h56

O presidente da ConmebolAlejandro Domínguez, participou de uma entrevista no programa Redação Sportv na manhã desta quinta-feira, 24, dia em que a entidade realiza o sorteio da Copa América do Brasil. O dirigente paraguaio falou sobre Eliminatórias para a Copa, problemas na Copa Libertadores de 2018 e sobre um possível destino do Mundial de Clubes, ainda indefinido.

Neste ano, a Fifa não reservou em seu calendário a data para a disputa do Mundial de Clubes, vencido pelo Real Madrid em suas três últimas edições. Domínguez afirmou que o atual formato fracassou e comentou sobre a proposta da Fifa de que o torneio seja disputado a cada quatro anos, com participação dos quatro últimos campeões da América e da Europa, nos anos anteriormente usados para a Copa das Confederações (o que antecede a Copa do Mundo de seleções.

Domínguez discorda da Fifa. Para ele, a ideia é “interessante, mas inviável”. “Em quatro anos, muda-se técnico, elenco. Temos casos de campeões da Libertadores que são rebaixados em campeonatos nacionais”, afirmou o presidente. Ele sugere, que o Mundial siga sendo anual, mas com quatro participantes sul-americanos e quatro europeus.

“Esse Mundial atual não teve êxito. Olhando para trás, a Copa Intercontinental teve. Em função disso, fizemos uma proposta à Fifa de que o campeão e vice da Libertadores e Copa Sul-Americana representem a América do Sul em uma Copa do Mundo de clubes anual, que também tenha quatro equipes da Europa e um total de 16 equipes”, disse Domínguez, que ainda não acertou o novo torneio por ter uma “oferta distinta da Fifa.”

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Problemas na Libertadores de 2018

Domínguez também foi questionado sobre as confusões envolvendo inscrições irregulares de atletas de Santos, Boca Juniors e River Plate na última edição da Libertadores – apenas o clube brasileiro foi punido. Domínguez admitiu que a entidade errou ao não avisar sobre a suspensão de Carlos Sánchez, do Santos, mas ressaltou que a punição se deu pois o Independiente reclamou dentro do prazo, ao contrário dos adversários de River e Boca.

“Clubes quando competem querem ganhar. Entendo que houve erro da organização e dos clubes que disputaram a Libertadores. Há prazos estabelecidos nos regulamentos. Tudo que a Conmebol fazia, registros, dados, ficavam fora da entidade. Assumimos a responsabilidade de atualizar e disponibilizar todos os dados. Tínhamos somente dados de 2016 em diante. Fizemos as mudanças necessárias, e também queremos que o tempo das punições tenham um prazo menor. Erros todos nós cometemos. As coisas são muito dinâmicas. Se erramos, temos que assumir, mas nosso objetivo é trazer profissionalização na competição e nos clubes”, explicou Domínguez.

O presidente da Conmebol também falou sobre as próximas Eliminatórias para a Copa do Mundo, que serão discutidas na reunião da entidade nesta quinta-feira, antes do torneio, e sobre a mudança na Copa América. “As Eliminatórias devem começar em março de 2020 e as Copas América devem ser realizadas a cada quatro anos em anos pares, com 16 seleções, para aproveitarmos os jogadores que estão na Europa, evitando desgaste”, completou o presidente, que defende, a princípio, que o torneio em 2020 aconteça na América do Sul, e não nos Estados Unidos, como foi em 2016.

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