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Diego Souza homenageia Bolsonaro em gol e pede ‘respeito’ à sua opinião

Jogador do São Paulo saudou o novo presidente em comemoração, dias depois de o diretor de futebol Raí afirmar que o político tem 'valores repugnantes'

Por Da redação - 5 nov 2018, 10h37

Diego Souza, do São Paulo, se uniu ao time de jogadores que apoiam o presidente eleito Jair Bolsonaro. Neste domingo, o atacante comemorou seu gol no empate em 2 a 2 com o Flamengo, no Morumbi, com uma saudação militar e o tradicional gesto dos seguidores do capitão de imitar armas com as mãos. Depois do jogo, confirmou que homenageou o político e defendeu seu direito à liberdade de expressão. Há alguns dias, o ídolo tricolor e atual diretor executivo de futebol do São Paulo, Raí, disse que Bolsonaro tem “valores absurdos e repugnantes”.

Além dos gestos, foi possível perceber na imagem da comemoração que Diego Souza pronunciou a frase “meu capitão”, em referência à patente do novo presidente brasileiro. Já ciente das reações favoráveis e contrárias que seu gesto provocava nas redes sociais, Diego Souza falou rapidamente sobre o assunto na zona mista do Morumbi. “Cada um tem a sua opinião em termos de política. Espero que respeitem a minha.”

Assim como fez o Palmeiras com Felipe Melo, o São Paulo procurou tomar distância do episódio. “A manifestação do atleta não representa a posição da instituição”, afirmou o clube.

No início da semana passada, Raí deu uma entrevista ao jornal francês L’Équipe, na qual fez duras críticas a Bolsonaro. “Depois do resultado, fiquei triste e tive muito medo vendo as reações das pessoas que celebravam a vitória de um candidato que já manifestou valores absurdos e repugnantes”, afirmou o ídolo do PSG. Raí ainda justificou o apoio de diversos jogadores de futebol, como Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Lucas Moura, Felipe Melo, entre vários outros, a Bolsonaro. 

“Eles o apoiam porque acreditam em um país melhor com ele. O futebol é um reflexo da sociedade. Especialmente seu lado conservador e suspeito”, afirmou o ex-jogador, que na entrevista lembrou de seu irmão, Sócrates, um dos idealizadores da Democracia Corintiana, que morreu em 2011. “Ele foi e sempre será um mito, uma inspiração para a democracia e a liberdade.”

(Com AFP e Gazeta Press)

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