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Dia 12 – Robson Conceição, a Bahia que dá ouro; Isaquias Queiroz, a Bahia que dá prata

Na adolescência Robson Conceição ajuda a avó na feira de madrugada, estudava, voltava a trabalhar e sem dinheiro para pegar o ônibus corria até a academia, hoje conquistou a medalha de ouro no boxe

Os dois são baianos, um da capital e o outro do interior. Os
dois nasceram de famílias humildes. Os dois são talentosos. Os dois superaram
vários tipos de dificuldades para se transformarem em atletas de ponta. E nesta
terça-feira os dois brilharam.

Eles mostraram no ringue e na água, a Bahia tem ouro e prata.

Para brigar na rua, Robson Conceição começou a treinar no
quintal da sua casa. Um amigo o levou para uma academia onde seu talento
desabrochou.

Ele acordava de madrugada para ajudar sua avó na feira, ia
para escola, voltava para o trabalho e depois, sem dinheiro ia treinar
correndo.

No final da tarde, saudado pela torcida como “o campeão
chegou”, ele venceu o francês Sofine Oumiha na categoria peso ligeiro até 60 kg.
O primeiro brasileiro campeão olímpico no boxe.

Aos dois anos de
idade, Isaquias Queiroz se queimou com gravidade e foi salvou por sua mãe. Com
quatro anos ele foi sequestrado, mas voltou são e salvo. Aos dez anos, ele
perdeu um rim.

Forte fisicamente e mentalmente,
Isaquias conquistou uma inédita medalha de prata na canoagem velocidade C1 1000
m, atrás apenas do alemão Sebastian Bendler.

Como ele ainda vai disputar o C1
200 m e o C2 1000 m ao lado do outro baiano Erlon de Souza, outro baiano, podem
vir mais medalhas…

O vôlei feminino perdeu de
virada para as chinesas e o sonho do tricampeonato olímpico das comandadas de
José Roberto acabou.

Robert Scheidt terminou os Jogos
sem medalhas.

A seleção de futebol feminino
novamente empatou em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, mas desta vez não
deu. Perdeu a semifinal nos pênaltis para a Suécia.

No vôlei de praia Larissa e
Talita perderam a semifinal para as alemãs.

Foi um dia de altos e de baixos.
Emoções a flor da pele até o final dos Jogos.

Na cerimônia de premiação do
salto com vara, após uma estrondosa vaia da torcida brasileira, o francês
Renaud Lavillenie chorou e posteriormente apoiado pelo Comitê Olímpico
Internacional – COI que recriminou a atitude.

Comprovadamente salto do Thiago
Braz é o maior da história do Brasil. O anterior era do Fluminense, que saltou
da série C para a séria A. Esse é um dos vários “mimimi” da internet pela
vitória de Thiago.

Hoje assisti pela primeira vez
uma competição de nado sincronizado.

Sem os gritos dos torcedores de
futebol, sem as camisas dos times de futebol, é um espetáculo totalmente
diferente. Os duetos sem apresentam com fundo musical. Parte da exibição das
austríacas foi a som de “Lago dos cisnes” de Tchaikovsky. Ouro das russas.

Aos 100 anos, faleceu o
ex-presidente da FIFA, que foi membro do COI até 2011, quando pediu seu
desligamento da entidade por envolvimento com denúncias de corrupção na FIFA.

Quadro de Medalhas (cinco
primeiros e o Brasil)

 

 

Ouro

Prata

Bronze

Total

1

Estados Unidos

28

28

28

84

2

Grã-Bretanha

19

19

12

50

3

China

17

15

19

51

4

Rússia

12

12

14

38

5

Alemanha

11

8

7

38

15

Brasil

3

4

4

11