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Dia 11 – O corajoso Thiago Braz faz história e é campeão e recordista olímpico

Uma medalha de ouro improvável, histórica e emocionante. Tiago Braz derrota o recordista mundial

Um dia histórico para o esporte olímpico brasileiro. Três
medalhas, uma de cada cor. Bronze pela manhã, prata à tarde e ouro com recorde
olímpico à noite.

Com o Estádio Olímpico quase vazio, o arrogante francês
Renaud Lavillenie atual recordista mundial (6,16 m) entrou na prova do salto
com vara na condição de grande favorito.

Quase sem acreditar, Renaud assistiu a vitória do brasileiro
Thiago Braz.

Treinado pelo ucraniano Vitaly Petrov (o mentor dos grandes
vencedores Sergey Bubka e Yelena Isinbayeva), aos 22 anos de idade, Thiago cravou
6,03 metros, novo recorde olímpico.

Foi um delírio, muita emoção, algo indescritível a energia
que a torcida brasileira transmitiu para o atleta. Praticamente o levantou para
superar o sarrafo em cada salto. A humildade e a coragem de Thiago venceram a
arrogância do francês.

Agora o Brasil possui cinco campeões olímpicos no atletismo:
Adhemar Ferreira da Silva (duas vezes), Joaquim Cruz, Maurren Maggi e Thiago
Braz.

Nas argolas da ginástica artística, Arthur Zanetti fez uma
prova limpa e levou a medalha de prata com 15.766.

Ao ser questionado se estava frustrado, ele disse: “vocês não
sabem o que eu passei para estar aqui e ganhar essa medalha. Veio à prata,
estou muito feliz. Acho que é um resultado incrível. Vai ficar na minha memória”.

Com uma apresentação beirando a perfeição que valeu 16.000
pontos, a medalha de ouro foi conquistada pelo grego Eleftherios Petrounias.

Na prova da trave de equilíbrio, a americana e favorita
Simone Biles perdeu o equilíbrio e quase caiu, mesmo assim pela força do nome,
a arbitragem ainda lhe deu o bronze. Ouro para a holandesa Sanne Wevers.

A brasileira Flávia Saraiva que ficou em quinto lugar na
prova, demonstrou o verdadeiro espirito olímpico dizendo: “vou comemorar porque
sou a quinta melhor do mundo”.

Contrariando o espírito olímpico, na sexta-feira, o judoca
egípcio Islam El Shehaby recusou apertar
a mão do israelense Or Sasson, após perder da luta entre eles.

Em um comunicado o COI afirmou: “O
Comitê Olímpico Egípcio também condenou enfaticamente as ações de Islam El
Shehaby e o enviou para a casa”.

Na maratona aquática disputada na Praia de Copacabana,
faltando 2,5 km para a chegada, surpreendentemente a holandesa Sharon Van
Rouwendall abriu vantagem e venceu com facilidade. O segundo lugar foi da
italiana Rachele Bruni.

Com a desclassificação da francesa Aurelie Muller, após a
prova, a brasileira Poliana Okamoto que herdou a medalha de bronze declarou: “sem
falsa modéstia, mas eu merecia essa medalha”.

Retratando a péssima administração da Confederação Brasileira
de Basquete, a seleção masculina copiou a feminina e também de forma vexatória
foi eliminada na primeira fase do torneio.

No vôlei masculino vitória dos comandados por Bernardinho por
3 a 1 sobre a França. Afastando o fantasma de uma desclassificação prematura.

Infelizmente houve uma notícia trágica e um grande susto.

Três dias após o acidente no taxi que o transportava para a
Vila Olímpica, faleceu o medalhista olímpico (prata em 2004) e treinador de
canoagem alemão Stefan Henze.

Uma “cable camera”,
câmera de filmagem suspensa no alto por cabos de aço, despencou no Parque
Olímpico e feriu sete pessoas. Felizmente os ferimentos foram leves e as
vítimas estão bem.

Quadro de Medalhas (cinco
primeiros e o Brasil)

 

 

Ouro

Prata

Bronze

Total

Estados Unidos

26

23

26

75

Grã-Bretanha

16

17

8

41

China

15

14

17

46

Rússia

11

12

12

35

Itália

8

9

6

23

16°

Brasil

2

3

4

9