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‘Dedo-duro’ Bravo é excluído de WhatsApp da seleção chilena

Goleiro e capitão do time foi acusado de traição depois de sua esposa denunciar que atletas abusavam de festas e chegavam aos treinos de ressaca

Por Da redação Atualizado em 19 out 2017, 22h07 - Publicado em 19 out 2017, 13h25

A seleção chilena enfrenta uma grave crise depois de ter ficado fora da Copa do Mundo da Rússia – terminou em sexto nas Eliminatórias Sul-Americanas após perder para o Brasil em São Paulo. No centro das polêmicas, destaca-se o capitão da equipe, o goleiro Claudio Bravo, acusado por colegas de traição. Segundo informações do diário chileno La Tercera, o goleiro do Manchester City já foi até excluído do grupo de WhatsApp da seleção.

A confusão começou, na verdade, com a esposa de Bravo, Carla Pardo, que logo após a eliminação postou um desabafo nas redes sociais dizendo que alguns atletas “enquanto a maioria dos jogadores davam a vida pela seleção, outros iam a festas e inclusive treinavam de ressaca.” As palavras foram consideradas ataques diretos a outros atletas, como Gary Medel, Jorge Valdivia e, especialmente, Arturo Vidal, que constantemente é envolvido em casos de indisciplina, geralmente envolvendo bebedeiras.

https://www.instagram.com/p/BaFuUhDFVef/?taken-by=carlapardolizana

Nesta quarta-feira, o La Tercera informou que o grupo de WhatsApp da seleção bicampeã da América foi se desfazendo nos últimos dias. “Um a um os atletas foram deixando o bate-papo que por muitos anos os uniu. Como costumavam dizer: juntos nas horas boas e ruins”, escreveu o jornal. Dias depois, ainda segundo a publicação, Vidal, Medel, Gonzalo Jara, Jean Beausejour e outros jogadores criaram um novo grupo de WhatsApp, com um nome bastante direto: La Roja sin sapos (que pode ser traduzido como La Roja sem dedos-duros’).

  • “Ver Arturo sendo tratado na mídia internacional como o bêbado do Chile depois das palavras da família de Bravo foi algo muito forte. Uma superexposição desnecessária e muito dolorosa para todos. Um código não escrito foi violado. Todos cometeram erros, mas ninguém abriu a boca”, contou ao jornal uma fonte próxima ao grupo, que pediu anonimato.

    O jornal diz ainda que o próximo técnico da seleção, que ainda não foi definido, terá um grande desafio para unir o elenco. Apesar de a maioria ter ficado ao lado de Vidal, o principal jogador do time, outros também estariam fartos dos seguidos casos de indisciplina e privilégio do meia do Bayern de Munique. Os atletas não se pronunciaram sobre o conflito interno e apenas postaram mensagens de amor à seleção e pedidos de desculpas ao povo chileno.

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