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Debate sobre racismo domina entrevista na véspera de City x Tottenham

Técnicos e jogadores das equipes falaram sobre preconceito de torcedores na Europa

Por Da Redação 8 abr 2019, 18h45

Tottenham e Manchester City se enfrentam na próxima terça-feira, 9, pelas quartas de final da Liga dos Campeões. Mas o assunto do dia nas coletivas das equipes, nesta segunda-feira, 8, foi o racismo. Os atacantes Raheem Sterling, do City, e Son Heung-min, do time londrino, comentaram sobre o preconceito que sofreram na Europa.

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“Já sofri ataques racistas na Inglaterra. Acredito que a melhor reação é não reagir. Somos humanos jogando futebol, não importa de qual país você veio. Precisamos apenas proteger os atletas que sofrem racismo e o mais importante é lutar juntos contra isso”, desabafou o sul-coreano Son.

A discussão veio à tona depois que torcedores de Montenegro cantaram músicas racistas para Sterling e Danny Rose durante a partida contra a Inglaterra, na última segunda, pelas Eliminatórias da Eurocopa, vencida pelos ingleses por 5 a 1. Sterling provocou depois de marcar o último gol da equipe e Rose criticou a falta de punições aos fãs racistas.

“Não acho que eu possa fazer tanta diferença. Isso (racismo) é algo que acontece desde antes do meu nascimento. Hoje posso usar a minha voz quando acontece algo comigo ou com alguém próximo. Não pretendo ser um líder, mas apenas criar uma conscientização”, disse Sterling, vítima de racismo nas últimas temporadas.

  • Pep Guardiola, treinador do City, se mostrou decepcionado por o racismo ainda ser pauta neste século. “É difícil entender como no século XXI ainda discutimos sobre esta questão. Tudo que posso dizer é que as atitudes de Sterling e Rose devem ser seguidas. É preciso lutar todos os dias para erradicar o racismo e criar uma sociedade melhor”.

    O técnico Mauricio Pochettino, do Tottenham, saiu em defesa, também, das pessoas que não têm o poder da fama como os jogadores. “Dói mais saber que existem pessoas que não podem dizer que são atacadas por serem diferentes. Me solidarizo com Sterling e Danny (Rose), mas eles têm poder porque são famosos. E quanto às pessoas que só podem ir para casa e chorar?”, questionou.

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