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‘Culpado’ em 2011, gramado preocupa para Brasil x Paraguai. De novo

Na Copa América da Argentina, seleção errou quatro penalidades e responsabilizou o piso. Organização trabalha para recuperar campo da Arena do Grêmio

Por Luiz Felipe Castro - 26 jun 2019, 19h14

PORTO ALEGRE – O fato de jogar em casa, a maior tradição e a qualidade do elenco colocam a seleção brasileira na condição de franca favorita no confronto desta quinta-feira, 27, às 21h30, diante do Paraguai, nas quartas de final da Copa América, em Porto Alegre. O retrospecto recente no torneio, no entanto, assusta o time de Tite: foi justamente a equipe paraguaia que eliminou o Brasil, nesta mesma fase, nas edições de 2011 e 2015 – em 2016, o Brasil nem sequer passou da primeira fase. Aos supersticiosos, outro mau presságio: assim como há oito anos, a má qualidade do gramado é alvo de preocupação.

Na Copa América da Argentina, o time era dirigido por Mano Menezes e tinha os então jovens promissores Paulo Henrique Ganso, Alexandre Pato e Neymar no elenco. Depois de uma primeira fase irregular, o time deu adeus nas quartas de final depois de um empate em 0 a 0 e derrota nos pênaltis em La Plata. O Brasil errou todas as suas quatro cobranças, com Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred. Os atletas justificaram as cobranças (três delas foram para fora) pela condição da marca do pênalti, que nitidamente, levantou bastante areia no momento dos chutes. A situação na Arena do Grêmio não é muito diferente.

Nos três jogos já realizados em Porto Alegre na Copa América, diversos atletas e treinadores reclamaram do gramado. O mais taxativo foi o treinador do Catar, Félix Sánchez, e a declaração mais representativa veio de ninguém menos que Lionel Messi. Em entrevista a VEJA, o presidente do Grêmio Romildo Bolzan admitiu a condição ruim, justificada pela falta de sol, mas aproveitou para alfinetar a seleção argentina. Nos últimos dias, foi realizada uma força-tarefa para melhorar as condições do gramado. O técnico Tite e o coordenador de seleções, Edu Gaspar, foram pessoalmente vistoriar o trabalho de recuperação da grama. As seleções, inclusive, foram impedidas de realizar o tradicional treino da véspera no estádio para preservar o campo.

Depois da goleada por 5 a 0 sobre o Peru, Tite exaltou a qualidade da grama da Arena Corinthians – o único elogiado da competição até o momento “O campo estava ótimo, um tapete. A qualidade do passe flui. Um gramado bom facilita muito”, disse. Nesta terça-feira, 26, o meio-campista Arthur, ex-jogador do próprio Grêmio, evitou polêmica. “Não tem muito o que falar, não adianta, temos de jogar futebol. Se o campo realmente estiver ruim, estará para nós e para eles também. Temos de estar concentrados no jogo”.

Outra preocupação do Brasil são as cobranças de pênalti. Por isso, o time vem treinando o fundamento exaustivamente nos últimos dias. Na última partida, Gabriel Jesus desperdiçou uma penalidade e lamentou muito. Os principais cobradores são Philippe Coutinho, Gabriel Jesus, Roberto Firmino e Richarlison. Na eliminação para o Paraguai em 2015, erraram suas cobranças Everton Ribeiro e Douglas Costa, que não integram a atual seleção. “Nunca vou estar tranquilo com cobranças de pênalti e acho injusto, porque personaliza sucesso e fracasso”, afirmou Tite, na véspera.

Gabriel Jesus errou sua cobrança de pênalti na partida contra o Peru em São Paulo Heitor Feitosa/VEJA

 

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