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Crise? Corinthians promete patrocínio e reforços de peso para 2019

Até o momento, clube só anunciou contratações modestas, mas, segundo diretor financeiro, as projeções para a próxima temporada são otimistas

O ano de 2018 terminou de forma melancólica para o Corinthians, com o time com dificuldades financeiras e escapando com por pouco do perigo do rebaixamento no Brasileirão. Mas, de acordo com diretor financeiro do clube, Matias Romano Ávila, 2019 trará boas novidades para a torcida alvinegra: ele prometeu a “contratação de jogadores de primeira linha” e a chegada de um patrocinador master já para janeiro. O tão aguardado acordo de naming rights da arena também está na pauta.

A realidade, no entanto, parece ser mais complicada. Os jogadores de primeira linha, por exemplo, terão de se adequar à nova realidade do clube, que estipulou teto salarial aos atletas. Em entrevista na quarta-feira 12, no Parque São Jorge, Ávila não citou nomes e também não informou quanto dispõe para buscar as contratações, justificando que isso atrapalharia no momento da negociação. “Para trazer um grande jogador não depende apenas de oferecer um alto salário. O clube pode realizar parcerias, oferecer um valor para venda futura. Há muitas formas.”

Até agora, o Corinthians confirmou quatro reforços que fogem do padrão citado por Ávila: o lateral-direito Michel Macedo, o volante Richard, além dos atacantes Gustavo Mosquito e André Luis. Os atletas que o clube negocia são atualmente o atacante Luan, do Atlético-MG, o volante Ramiro, do Grêmio, o meia Sornoza, do Fluminense, e o zagueiro Leandro Castán, do Vasco.

Projeções para 2019

No orçamento de 2019, aprovado pelo Conselho Deliberativo nesta semana, também não há registro sobre quanto o Corinthians destinará para conseguir esses reforços. Há a projeção de reduzir a folha salarial no futebol profissional de 156 milhões de reais em 2018 para 134 milhões de reais em 2019. Também há a expectativa de o clube receber 54 milhões de reais com a negociação de atletas e a estimativa de garantir ao menos 240 milhões de reais com os direitos de TV.

“É uma projeção moderada. Podemos ganhar mais com as negociações, como foi neste ano, que faturamos 110 milhões de reais. Com a TV a mesma coisa. A gente está na torcida para que comprem muito o pay-per-view dos nossos jogos.”

Outra forma de receita que pode ajudar o clube a investir em reforços é conseguir fechar com um patrocinador master. “Estamos trabalhando para iniciar o ano com ele. Como não sou do marketing e isso é um assunto que o (Luis Paulo) Rosenberg vem tratando, não posso dar detalhes”, explicou Ávila.

O Corinthians não consegue preencher o espaço de maior valor em sua camisa desde abril de 2017, quando encerrou a parceria com a Caixa. O valor anual na época era de 30 milhões de reais. Sem esse dinheiro, o clube fechará 2018 com déficit de cerca de 18 milhões de reais.

A expectativa da diretoria ao projetar 2018 era arrecadar 87 milhões de reais com patrocinadores. Conseguiu 38 milhões. Em 2019, espera ganhar 64 milhões de reais com patrocínios e fechar a temporada no azul, com superávit de 650.000 reais.

Naming Rights – Outra meta da atual gestão para 2019 é conseguir finalmente encontrar um marca que queira pagar para batizar o estádio em Itaquera, uma promessa que já dura cerca de cinco anos. Ávila disse que esse dinheiro servirá para abater o financiamento do clube com a Caixa. O Corinthians financiou 470 milhões de reais e paga 6 milhões de reais ao mês em parcelas até 2028 – todo o valor de bilheteria dos jogos em casa é destinado a esse fundo.

Estádio do Itaquerão lotado minutos antes do início do clássico entre Palmeiras e Corinthians, válida pelo Campeonato Brasileiro 2017

Há cerca de cinco anos, clube busca acordo com marca para dar nome à Arena (Heitor Feitosa/VEJA.com)