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Covid-19: Bielsa e jogadores do Leeds suspendem salários voluntariamente

Medida foi tomada para preservar o emprego de outros funcionários do líder da segunda divisão inglesa

Por Da Redação - Atualizado em 26 mar 2020, 13h28 - Publicado em 26 mar 2020, 13h02

O técnico argentino Marcelo Bielsa e seus atletas do Leeds United decidiram suspender voluntariamente o pagamento de seus salários para evitar a demissão de outros funcionários do clube, devido à crise financeira causada pela pandemia de coronavírus. A medida foi anunciada nesta quinta-feira pelo líder da segunda divisão inglesa, que revelou que “o cancelamento de eventos, o impacto nas receitas auxiliares e o fechamento do mercado de financiamento de futebol custarão ao clube vários milhões de libras por mês.”

“O Leeds United é uma família, esta é a cultura que foi criada por todos no clube, desde os jogadores e o conselho até a equipe e os torcedores nas arquibancadas. Enfrentamos um momento de incertezas e, portanto, é importante que todos trabalhemos juntos para encontrar uma maneira de o clube avançar nesse período e terminar a temporada da maneira que todos esperamos. Enquanto isso, vamos trabalhar juntos para ouvir os conselhos do governo e o serviço de saúde e derrotar esse vírus”, informou o clube em comunicado.

 

O diretor de futebol, Victor Orta, acrescentou: “Meus jogadores demonstraram um incrível senso de união e tenho orgulho de suas ações. A Marcelo Bielsa, sua equipe e todos os jogadores, agradecemos por colocarem nossa equipe em primeiro lugar e cuidar de nossa família. Agora devemos nos concentrar na saúde pública e, quando as pessoas estiverem seguras, terminar o que começamos.” Com a medida, o clube promete continuar pagando todos os seus 272 membros, incluindo funcionários temporários.

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No Brasil, a possibilidade de redução do salário dos atletas vem sendo discutida, mas até agora nenhuma equipe entrou em acordo. Na última quinta-feira 25, a Federação Nacional dos Atletas de Futebol Profissional (Fenapaf), que representa jogadores de diversas divisões, rejeitou a proposta de redução salarial feita pela Comissão Nacional de Clubes (CNC), que é quem está à frente das negociações, e cobrou que a CBF assuma os eventuais prejuízos. 

Debates semelhantes ocorrem nas milionárias ligas europeias. Clubes alemães como Bayern de Munique, Borussia Dortmund e Borussia Mönchengladbach já concordaram em reduzir seus salários durante o período em que a Bundesliga estiver suspensa. Os atletas do Barcelona, no entanto, não aceitaram a primeira proposta de cortes feita pela diretoria, segundo informou o jornal Marca. Na Inglaterra, o Sindicato dos Jogadores Profissionais (PFA) pediu nesta quarta para que sejam iniciadas negociações urgentes com os empregadores (Premier League e Liga Inglesa de Futebol).

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