Clique e assine a partir de 8,90/mês

Corinthians tem parte de prêmio da Copa do Brasil penhorada pela Justiça

Faculdade cobra uma dívida de R$ 2,48 milhões e notificou a CBF para que valor seja descontado da premiação por vice-campeonato

Por Estadão Conteúdo - 22 out 2018, 18h33

A Justiça determinou nesta segunda-feira a penhora de parte do prêmio de 20 milhões de reais que o Corinthians receberá pelo vice-campeonato da Copa do Brasil. A medida em primeira instância foi determinada pelo juiz Luis Fernando Nardelli, da 3ª Vara Cível, do Foro Regional VIII do Tatuapé, e atende ao pedido do Instituto Santanense de Ensino Superior.

A entidade cobra uma dívida de 2,48 milhões de reais e notificou a CBF para que desconte o valor do que o clube receberá referente ao vice-campeonato. O pedido foi feito à Justiça na última quarta-feira, no dia da decisão da Copa do Brasil contra o Cruzeiro. A decisão foi disponibilizada no Diário da Justiça nesta segunda-feira, na terça-feira será publicada e a partir de quarta-feira o Corinthians terá 15 dias para se pronunciar.

O diretor jurídico do clube, Fabio Trubilhano, informou que ainda analisará qual medida será tomada em relação a este processo. “É uma decisão de primeira instância. Ainda vamos analisar os valores, fazer novas contas e, se for o caso, impugnar. É possível que o clube entre com recurso”, disse.

O processo é antigo e corre na Justiça desde 2010. É referente a uma parceria em que o Corinthians cedeu parte do Parque São Jorge para que a universidade oferecesse aulas de Educação Física. O contrato, no entanto, foi rompido por parte do clube, que arrendou o mesmo espaço a uma igreja.

O valor cobrado pelo Instituto Santanense é referente a quebra de contrato. No mês passado, houve uma audiência para tentar um acordo, mas não houve entendimento. Na ocasião, a universidade pedia 4,1 milhões de reais.

O Corinthians cobra da universidade uma dívida anterior, de 2008, referente a um patrocínio acertado e que não foi pago. O clube pede R$ 1,2 milhão. Trubilhano entende que será difícil conseguir novo acordo a partir de agora. No entanto, não descarta nenhuma das possibilidades.

Continua após a publicidade
Publicidade