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Corinthians lidera a lista de brasileiros mais ‘reembolsados’ pela Fifa

Clube paulista recebeu bônus de 2,4 milhões de reais por ter cedido dois jogadores para a disputa da Copa do Mundo da Rússia

Os clubes brasileiros ficaram com pouco mais de 1% do dinheiro distribuído pela Fifa como “compensação” do “empréstimo” de seus jogadores para seleções que disputaram a Copa do Mundo da Rússia. No total, a Fifa usou 209 milhões de dólares (cerca de 804 milhões de reais) para distribuir parte dos lucros para 416 clubes de 63 países. No Brasil, o clube que mais faturou foi o Corinthians, que teve Fagner e Cássio convocados.

O clube paulista recebeu 645.000 dólares (2,4 milhões de reais), contra 435.000 dólares (1,6 milhão de reais) para o Flamengo e 425.000 dólares (1,63 milhão de reais) para o Palmeiras. Vasco, Cruzeiro, Grêmio e São Paulo receberam entre 237.000 dólares (911.000 reais) e 322.000 dólares (1,2 milhão de reais).

Cássio, Fagner e Geromel foram convocados à seleção

Cássio, Fagner e Geromel foram convocados para a seleção (Montagem sobre/Mowa Press)

Pelas regras da Fifa, quanto maior o número de jogadores fornecidos por um clube ao Mundial e quanto mais tempo ele tenha passado na Rússia por conta do torneio, maior seria o pagamento. Sem surpresas, os dez clubes que mais receberam dinheiro foram justamente os dez mais ricos do mundo e todos eles da Europa, detentores dos direitos dos principais craques da Copa.

A lista mundial é liderada pelo Manchester City, com 5 milhões de dólares (19 milhões de reais) e Real Madrid, com 4,8 milhões de dólares (18,4 milhões de reais). No total, os clubes brasileiros somaram 2,7 milhões de dólares (10,3 milhões de reais), contra 11 milhões de dólares (42 milhões de reais) para todos os times sul-americanos. Já os clubes europeus receberam 157 milhões de dólares (604 milhões de reais).

O aumento do valor dado aos times foi de 200% em comparação ao Mundial de 2014, no Brasil. Trata-se de uma espécie de compensação por parte da entidade, depois que clubes passaram a se queixar de que são eles quem pagam pelos jogadores e, eventualmente, os recebem depois de um Mundial em uma situação física prejudicada.