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Drama e euforia: Athletico conquista a Sul-Americana nos pênaltis

Clube brasileiro levantou sua primeira taça internacional após empate em 1 a 1 e vitória nas penalidades diante do Junior Barranquilla, na Arena da Baixada

Um dia depois de anunciar uma renovação total em sua marca, que incluiu até o retorno do H em seu nome, o Athletico Paranaense conquistou o primeiro título internacional de sua história na madrugada desta quinta-feira, 13. Com direito a muito drama e festa na Arena da Baixada, o clube rubro-negro venceu o Junior Barranquilla, da Colômbia, nos pênaltis, e conquistou a Copa Sul-Americana.

O cenário foi praticamente idêntico ao do primeiro jogo: o Athletico saiu na frente com Pablo, mas o Junior empatou e ainda desperdiçou um pênalti. Na decisão por pênaltis, os colombianos voltaram a falhar e o clube rubro-negro ficou com a taça inédita, além de garantir vaga na Libertadores de 2019.

Ainda vestindo sua camisa listrada a vertical e o escudo antigo – as novidades vão estrear apenas em 2019 – o clube brasileiro marcou o primeiro, aos 25 minutos, após belo passe de Raphael Veiga para Pablo, que invadiu a área e finalizou com categoria. Foi o quinto gol do artilheiro da competição. A torcida na Arena da Baixada se entusiasmou e empurrou o Athletico, mas o Junior Barranquilla respondeu na segunda etapa e chegou a um merecido empate.

O atacante colombiano Teo Gutiérrez, com passagem por grandes clubes argentinos, justificou a condição de estrela do time e empatou em desvio de cabeça, após cobrança de escanteio, na segunda etapa. Ele ainda levou perigo em um bom chute que passou raspando a trave de Santos. O clima de tensão dominou o ambiente nos minutos finais, com ambas as equipes levando sustos e parecendo aliviadas com a chegada da prorrogação.

O drama aumentou para o Athletico quando Nikão e Pablo, as melhores armas de ataque, se lesionaram e tiveram de ser substituídos. No fim do primeiro tempo da prorrogação, os dois times reclamaram de pênalti; o Junior foi ignorado em dividida de Yoni González com Thiago Heleno, enquanto a falta para o Athletico foi, corretamente, assinalada fora da área.

O clube colombiano, no entanto, teve mais uma chance de ouro e, assim como no primeiro jogo, desperdiçou. Yoni Gonzalez recebeu na área e foi derrubado pelo goleiro Santos; na cobrança do pênalti, Jarlan Barreira, o camisa 10 e craque do time, mandou para a fora. No primeiro jogo, o Junior também perdeu uma penalidade, com Rafael Pérez, que acertou o travessão.

O time colombiano, no entanto, teria de encarar novamente a marca dos 12 passos. E diante do goleiro Santos, Fuentes chutou a segunda cobrança na trave e Teo Gutiérrez mandou a quarta por cima. Renan Lodi teve a chance de finalizar o jogo, mas também chutou para fora. A decisão foi para a última cobrança, que o zagueiro Thiago Heleno não desperdiçou, para festa de mais de 40.000 torcedores.

 

 

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