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Copa do Brasil: os times que já conseguiram ‘revanche’ em finais

Derrotado pelo Cruzeiro em 2003, Flamengo terá nova oportunidade neste ano. Grêmio e Palmeiras já sentiram o gosto da "vingança" no passado

Por Gabriel Gama Atualizado em 7 set 2017, 10h22 - Publicado em 7 set 2017, 09h11

A decisão da Copa do Brasil de 2017, que acontece nesta quinta-feira, às 21h45 (de Brasília), será uma oportunidade de revanche para o Flamengo, que há 14 anos foi superado pelo CruzeiroNa decisão de 2003, o time mineiro, que já havia vencido o estadual e depois faturaria também o Campeonato Brasileiro, foi campeão do torneio pela quarta vez em sua história.

No primeiro jogo, no Maracanã, houve empate por 1 a 1, com gols de Fernando Baiano para o Flamengo e Alex, com um genial toque de letra, para o Cruzeiro. No segundo jogo, no Mineirão, o time local ganhou por 3 a 1 com gols de Deivid, Aristizábal e Luisão (Fernando Baiano descontou para o Flamengo). Assim como aconteceu em 2003, a primeira partida da final desse ano acontecerá no Maracanã e a finalíssima, no dia 27, no estádio Mineirão.

  • Em toda a história do torneio, criado em 1989, apenas dois clubes conseguiram a “vingança” que o Flamengo busca; relembre:

    Revanche 1 – CorinthiansGrêmio (6 anos depois)

    1995: Em sua primeira final de Copa do Brasil, o Corinthians, que havia eliminado Operário de Várzea Grande do Mato Grosso, Rio Branco do Acre, Paraná Clube e Vasco nas fases anteriores, enfrentou na decisão o Grêmio, atual campeão e que disputava sua terceira final seguida e a quinta na história. O clube gaúcho havia eliminado Desportiva do Espírito Santo, o Palmeiras, o São Paulo e o Flamengo.

    O primeiro jogo da decisão aconteceu em dia 14 de junho, no Pacaembu, em São Paulo. O Corinthians jogou com Ronaldo Giovanelli, Vítor, Célio Silva, Henrique, Sylvinho, Marcelinho Paulista, Bernardo (Ezequiel), Marcelinho Carioca, Souza, Fabinho (Elivélton) e Viola. O Grêmio jogou com Danrlei, Arce, Rivarola, Luciano, Carlos Miguel, Dinho (Gélson Baresi), Adílson Batista, Luiz Carlos Goiano, Alexandre, Paulo Nunes (Vágner Mancini) e Jardel. O técnico do Corinthians era Eduardo Amorim e o do Grêmio Luiz Felipe Scolari. O resultado foi 2 a 1 para o Corinthians com gols de Viola e Marcelinho Carioca. Luiz Carlos Goiano descontou para o tricolor gaúcho. O hoje treinador Vágner Mancini foi expulso pelo Grêmio naquela partida.

    O segundo jogo da decisão aconteceu no dia 21 de junho no estádio Olímpico, em Porto Alegre. O Grêmio jogou com Danrlei, Arce, Rivarola, Adílson Batista, Carlos Miguel, Gélson Baresi, Dinho (Alexandre), Luiz Carlos Goiano, Arílson, Paulo Nunes e Jardel. O Corinthians jogou com Ronaldo Giovanelli, André Santos, Célio Silva, Henrique, Sylvinho, Zé Elias, Bernardo, Marcelinho Carioca, Souza, Marques (Tupãzinho) e Viola. O placar foi 1 a 0 para o Corinthians com gol de Marcelinho Carioca. Paulo Nunes para o Grêmio e Sylvinho para o Corinthians foram expulsos de campo.

    Com esse resultado o Corinthians sagrou-se campeão da competição pela primeira vez e depois ganharia também em 2002 e 2009. Com a conquista, o Corinthians garantiu vaga para a Copa Libertadores da América de 1996 onde chegaria até as quartas de final sendo eliminado pelo próprio Grêmio, que jogou a Libertadores da América de 1996 por ser o atual campeão, e foi eliminado pelo América de Cali da Colômbia na semifinal.

    2001: Depois de seis anos, o Grêmio conseguiu sua revanche. Para chegar à decisão, o time eliminou nas fases anteriores Villa Nova de Nova Lima, Santa Cruz , Fluminense, São Paulo e Coritiba. Já o Corinthians passou por Joinville, Goiânia, Flamengo do Piauí, Atlético Paranaense e Ponte Preta.

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    O primeiro jogo da final aconteceu no dia 10 de junho no Olímpico. O Grêmio jogou com Danrlei, Ânderson Lima, Marinho, Mauro Galvão (Roger Machado), Ânderson Polga, Rubens Cardoso, Eduardo Costa, Tinga, Zinho, Warley (Cláudio Pitbull) e Luís Mário. O Corinthians jogou com Maurício, Rogério, Scheidt, João Carlos, Kléber, Otacílio, André Luiz (Gil), Marcelinho Carioca (Pereira), Ricardinho, Ewerthon e Müller (Marcos Senna). O técnico do Grêmio era Tite e o técnico do Corinthians era Vanderlei Luxemburgo. O jogo terminou empatado em 2 a 2, com dois gols de Luís Mário para o Grêmio e Marcelinho Carioca  e Müller para o Corinthians.

    O segundo jogo da final aconteceu no dia 17 de junho no Morumbi. O Corinthians jogou com Maurício, Rogério (Andrezinho), Scheidt, João Carlos, Kléber, Otacílio, Marcos Senna (Pereira), Marcelinho Carioca, Ricardinho, Ewerthon e Müller (Gil) e o Grêmio com Danrlei, Ânderson Lima (Itaqui), Marinho, Mauro Galvão (Alex Xavier), Roger Machado, Rubens Cardoso, Ânderson Polga, Tinga, Zinho, Marcelinho Paraíba e Luís Mário (Fábio Baiano). Mesmo jogando fora de casa e com estádio lotado de alvinegros, o Grêmio surpreendeu ao vencer por 3 a 1, com gols de Marinho, Zinho e Marcelinho Paraíba. Ewerthon fez o gol do Corinthians. Com o resultado, o Grêmio ganhou o título pela quarta vez – o penta viria em 2016, diante do Atlético Mineiro.

    Tinga, jogador do Grêmio, e Marcelinho Carioca, do Corinthians, durante o segundo jogo da final Alexandre Battibugli/Placar

    Revanche 2 – Cruzeiro – Palmeiras (2 anos depois)

    1996: Em sua segunda final de Copa do Brasil (a primeira aconteceu em 1993 com título sobre o Grêmio), o Cruzeiro despachou nas fases anteriores Juventus do Acre, Vasco, Corinthians e Flamengo. Já o Palmeiras para chegar na final, eliminou Sergipe, Atlético Mineiro, Paraná e Grêmio.

    O primeiro jogo da final aconteceu no dia 14 de junho, no Mineirão. O Cruzeiro jogou com Dida, Vítor, Jean Elias, Célio Lúcio, Nonato, Fabinho, Ricardinho, Palhinha, Uéslei (Roberto Gaúcho), Cleison (Luis Fernando Flores) e Marcelo Ramos. O Palmeiras escalou Velloso, Gustavo, Cláudio, Cléber, Júnior, Galeano, Amaral, Marquinhos, Elivélton (Reinaldo) (Roque Júnior), Rivaldo e Luizão. O técnico do Cruzeiro era Levir Culpi e o técnico do Palmeiras era Vanderlei Luxemburgo. O resultado foi 1 a 1 com gols de Marcelo Ramos para o Cruzeiro e Cláudio para o Palmeiras.

    O segundo jogo da decisão aconteceu em 19 de junho no estádio Palestra Itália, hoje Allianz Parque, em São Paulo. O Palmeiras jogou com Velloso, Cafu, Sandro, Cléber, Júnior, Cláudio (Reinaldo), Amaral, Marquinhos (Cris), Djalminha, Rivaldo e Luizão e o Cruzeiro com Dida, Vítor, Gélson Baresi, Célio Lúcio, Nonato, Fabinho, Ricardinho, Palhinha (Edmundo), Roberto Gaúcho, Cleison e Marcelo Ramos. O Cruzeiro surpreendeu os mandantes com uma vitória por 2 a 1 com gol aos 38 do segundo tempo do carrasco Marcelo Ramos. Antes, Luizão pelo Palmeiras, e Roberto Gaúcho, pelo Cruzeiro, marcaram.

    Com esse resultado o Cruzeiro venceu o título pela segunda vez. Foi a primeira conquista de Levir Culpi na competição – ele ganharia o segundo em 2014 com o Atlético Mineiro batendo justamente o Cruzeiro na final. Derrotado nesta decisão, Vanderlei Luxemburgo seria o treinador campeão da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro de 2003 pelo Cruzeiro enquanto Levir Culpi do Cruzeiro seria o treinador no rebaixamento do Palmeiras no Campeonato Brasileiro em 2002. Neste ano de 1996, o Palmeiras ganhou o Campeonato Paulista fazendo mais de 100 gols e o atacante Luizão foi o artilheiro da Copa do Brasil, com 8 gols.

    1998: A vingança palmeirense veio dois anos depois. O time paulista havia despachado nas fases anteriores CSA, Ceará, Botafogo, Sport e Santos. Já o Cruzeiro passou por Amapá, Corinthians, Vitória da Bahia e Vasco para chegar na decisão. O primeiro jogo da decisão aconteceu no dia 26 de maio no estádio Mineirão. O Cruzeiro jogou com Paulo César, Gustavo, Marcelo Djian, Wilson Gottardo, Gilberto, Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo, Bentinho (Elivélton), Fábio Júnior (Geovanni) e Marcelo Ramos. Já o Palmeiras foi representado por Velloso, Arce, Cléber, Agnaldo Liz, Júnior, Galeano, Rogério, Darci (Alex), Zinho (Pedrinho), Paulo Nunes e Oséas (Almir). Os técnicos eram Levir Culpi (Cruzeiro) e Luiz Felipe Scolari (Palmeiras). O time mineiro venceu por 1 a 0, com gol do atacante Fábio Júnior.

    O segundo jogo da final aconteceu em 30 de maio no Morumbi. O Palmeiras seria campeão com Velloso, Neném, Cléber, Roque Júnior, Júnior, Galeano, Rogério, Alex (Arílson), Zinho, Paulo Nunes (Almir) e Oséas (Pedrinho). O Cruzeiro, por sua vez, escalou Paulo César, Gustavo, Marcelo Djian, Wilson Gottardo, Gilberto, Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo, Elivélton (Geovanni), Bentinho (Caio) e Marcelo Ramos. O Palmeiras conseguiu o resultado necessário, vitória por 2 a 0, graças a um gol “espírita”, sem ângulo, de Oséas, aos 44 do segundo tempo. Paulo Nunes havia feito o primeiro.

    Com esse resultado o Palmeiras ganhou o primeiro de seus três títulos – os outros viriam em 2012 e 2015.  Este foi também o terceiro título de Luiz Felipe Scolari no campeonato, depois de ter vencido com Criciúma e Grêmio. Ele voltaria a ser campeão da Copa do Brasil com o Palmeiras em 2012.

    Agnaldo, do Palmeiras, comemorando gol contra o Cruzeiro, no jogo final da Copa do Brasil, no Estádio Mineirão. Alexandre Battibugli/Placar
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