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Contra a Nigéria, Argentina e Messi definem seus destinos na Copa

Seleção argentina chegou à competição como uma das favoritas e agora luta para evitar um desfecho melancólico para uma de suas melhores gerações

Por Danilo Monteiro - Atualizado em 26 jun 2018, 00h26 - Publicado em 25 jun 2018, 23h53

No 13º dia da Copa do Mundo de 2018, nesta terça-feira, os olhos estarão voltados para o Grupo D, especificamente para o confronto entre Nigéria e Argentina, às 15h (de Brasília), no Estádio São Petersburgo. Com dois tropeços até agora – um deles, uma humilhação diante da Croácia –, a seleção argentina e seu maior astro, Lionel Messi, terão a última chance de avançar na competição. Para evitar a eliminação precoce, aos argentinos não basta vencer – é preciso também torcer contra a Islândia.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo de 2018

A caminhada da Argentina na Copa 2018 tem sido árdua, com resultados ruins, mas o que piora o cenário são as atuações muito abaixo da média e do que era esperado pelos torcedores argentinos – a seleção chegou à Rússia como uma das favoritas ao título. Com o elenco vice-campeão da Copa de 2014, no Brasil, mantido em quase 100%, os torcedores e talvez até os próprios jogadores esperavam muito mais da equipe.

Na estreia, um empate duro contra a estreante Islândia (1 a 1), que armou uma defesa sólida, praticamente abdicando do ataque. A Argentina bateu na porta do gol em várias oportunidades e, quando conseguiu abrir o placar com Sergio Agüero, os islandeses acharam um empate logo depois em rebote do criticado goleiro Caballero. Para piorar, Messi perdeu um pênalti.

No segundo jogo, contra a Croácia, também favorita a avançar no Grupo D, uma derrota difícil de engolir, um 3 a 0 construído pelos croatas em meio a uma atuação apática de todos os jogadores da Argentina, especialmente do goleiro Caballero, que falhou no primeiro gol croata. O terceiro gol, com muita tranquilidade e facilidade, lembrou cada fã argentino da derrota por 6 a 1 sofrida diante da Espanha em março deste ano.

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Os culpados até o momento, eleitos por jogadores e torcedores, são o técnico Jorge Sampaoli e o goleiro Caballero. Segundo a imprensa argentina, o clima no vestiário é dos piores e os atletas, incluindo Messi, não aceitam mais o comando do treinador. Falando em Messi, nesta Copa, o atacante do Barcelona está longe de suas melhores atuações, mas vem sendo poupado pela imprensa e torcedores, talvez até com certa razão, por terem a esperança de que ele brilhe contra a Nigéria.

Além do destino da Argentina neste Mundial, estará em jogo no confronto diante da Nigéria o legado de Messi. Talvez a Rússia seja a sua última chance de, aos 31 anos, ganhar uma Copa do Mundo, o título que falta ao craque na sua galeria repleta de troféus – ele nunca conquistou um título com a seleção principal de seu país.

O cenário também mostra a decadência de uma das melhores gerações argentinas – que tem ainda Mascherano, Aguero e Higuain, entre outros, todos sem títulos pela seleção adulta.

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