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Como chegam os clubes brasileiros para as oitavas da Libertadores

Mata-mata da competição continental começa nesta terça-feira e tem seis representantes do Brasil, vencedor das últimas duas edições

Por Guilherme Azevedo Atualizado em 13 jul 2021, 15h48 - Publicado em 13 jul 2021, 15h30

Atlético Mineiro, Fluminense, Internacional, São Paulo e os últimos campeões Flamengo e Palmeiras são os representantes do futebol brasileiro nas oitavas de final da Copa Libertadores. Assim como na última edição, o sorteio e o chaveamento permitiu que os clubes do país não se enfrentassem, o que pode garantir uma próxima fase com cara de Copa do Brasil.

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O mata-mata, que terá três confrontos entre brasileiros e argentinos, começa nesta terça-feira, 13 (saiba como assistir às partidas). Veja como chegam as equipes do país para a sequência da competição de clubes mais desejada do continente.

  • Atlético Mineiro: hora de espalhar novamente o “uai” 

    Hulk, atacante do Atlético Mineiro
    Hulk é a esperança de gols do Atlético Mineiro Pedro Souza/Atlético

    O alvinegro quer voltar a espalhar o sotaque mineiro pelo continente e tem motivos para acreditar no bicampeonato. Invicto e dono do melhor desempenho na primeira fase, o Galo enfrenta o tradicional Boca Juniors nas oitavas de final. O torcedor mais supersticioso confia na presença do treinador Cuca (que estava à frente do time no título de 2013) na busca pela segunda taça.

    Em ritmo de jogo, o clube mineiro leva vantagem, pois vem embalado com quatro vitórias consecutivas, enquanto o Boca acaba de retornar da pré-temporada. O torcedor atleticano ainda terá a possível volta do argentino Nacho Fernández, essencial no funcionamento da equipe, que tem como estrela o experiente atacante Hulk. O ponto fraco do time para o confronto é a ausência de Guilherme Arana, convocado para a seleção brasileira olímpica; nada que tire do torcedor o pensamento nostálgico de “Eu acredito”.

    Flamengo: anseio pela hegemonia

    Gabigol comemora um de seus gols pelo Flamengo contra o Fluminense
    Gabigol comemora um de seus gols pelo Flamengo contra o Fluminense Alexandre Vidal/Divulgação

    O atual bicampeão brasileiro não vive seus dias mais tranquilos. Apesar da dominância no cenário nacional, o rubro-negro não se blindou de polêmicas extracampo, cobrança dos torcedores e da troca de técnicos. Renato Gaúcho assumiu o posto do demitido Rogério Ceni e tentará erguer a taça que lhe escapou em 2008 no comando do rival Fluminense.

    Com a volta dos convocados para a Copa América e a não liberação de Pedro para a disputa dos Jogos de Tóquio, o Flamengo chega favorito para o confronto contra o argentino Defensa y Justicia. Pelo elenco milionário, a espera por um domínio é natural. Mas, para isso, é preciso retomar a boa fase.

    Fluminense: valente, qualificado e… surpreendente

    Kayky e Fred comemoram gol pelo Fluminense -
    Duas gerações de ídolos: Kayky e Fred comemoram gol pelo Fluminense – Lucas Merçon/Fluminense F.C.

    O Tricolor das Laranjeiras segue querendo mais após uma surpreendente campanha no último Brasileirão e um ótimo início de 2021. Baseado em uma mescla de jovens e veteranos, a equipe dirigida por Roger Machado encara o Cerro Porteño e ostenta um favoritismo após liderar a fase de grupos em uma chave com o potente River Plate.

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    Sem o zagueiro Nino (em Tóquio com a seleção brasileira) e o volante Martinelli (suspenso), o time carioca ainda pode ficar sem o artilheiro Fred, que é dúvida por motivos físicos. O Fluminense ainda não foi derrotado fora de casa nesta Libertadores e vive fase positiva em termos de resultados recentes.

    Internacional: hora de ligar a chave libertadora

    Jogadores do Internacional contra a Chapecoense pelo Brasileirão
    Jogadores do Internacional contra a Chapecoense pelo Brasileirão Ricardo Duarte/Divulgação

    O Colorado é mais um brasileiro que trocou de treinador para a fase final da Libertadores. O espanhol Miguel Ángel Ramírez, comandante da equipe na fase de grupos, foi demitido e substituído pelo uruguaio Diego Aguirre. O Inter encara o Olímpia, do Paraguai, nas oitavas de final, e decide a vaga jogando em Porto Alegre.

    Sem vencer há cinco jogos, chegou a hora do Internacional virar a chave e se libertar da fase ruim. Porém, a queda de rendimento de jogadores essenciais, como Patrick e Thiago Galhardo, pode ser um empecilho para a confiança do torcedor gaúcho, que deseja pintar de vermelho o continente pela terceira vez.

    Palmeiras: defensor do título chega mais maduro

    Palmeiras quer fim de série negativa -
    Raphael Veiga é destaque alviverde na temporada Cesar Greco/S.E. Palmeiras

    O atual campeão da Libertadores se mostra, cada vez mais consolidado e preparado para vislumbrar novas conquistas. Após o título continental, o Verdão venceu mais um grande troféu (Copa do Brasil) e também acumulou derrotas doloridas, nas decisões da Recopa Sul-Americana e do Paulistão. Desta forma, amadureceu estilos de jogo e soube reverter maus momentos. Nas oitavas de final, encara a Universidad Católica, do Chile.

    Melhor ataque da competição, com 20 gols marcados, o time de Abel Ferreira adquiriu maior solidez na maratona de Brasileirão e é o atual líder do campeonato nacional. Para o mata-mata, conta com a volta de Weverton, que estava na seleção brasileira, e com o retorno do ídolo Dudu, de volta após temporada no futebol asiático, que está relacionado para a partida. No entanto, o técnico português não poderá escalar o talismã Rony, lesionado.

    São Paulo: o sonho do amor maior 

    Luan comemora seu gol contra o Palmeiras
    Luan comemora seu gol contra o Palmeiras Kaio Lakaio/Placar

    O são-paulino ama a Libertadores e quer reacender esta chama. Após cinco anos de decepções precoces no torneio, o São Paulo volta a jogar um mata-mata da competição. Único brasileiro a decidir fora de casa, o tricolor paulista encara o Racing, também adversário na fase de grupos.

    O clube paulista vive fase instável e terá muitos desfalques em decorrência de lesão, como Miranda e Luciano, além da ida de Dani Alves para a Olimpíada de Tóquio. Para piorar, nunca venceu o Racing na história. O técnico argentino Hernán Crespo tem a seu favor, ao menos, as duas vitórias consecutivas no Brasileirão, após um péssimo começo de torneio, e o recente título do Paulistão, que quebrou um jejum de nove anos sem taças. Certamente, o torcedor tricolor sonha em sair novamente com seu grande amor, mas está ciente das dificuldades.

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