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Com tradição na base, México quer voltar a surpreender o Brasil

Seleção mexicana confia em ataque avassalador para desbancar o atual campeão e chegar a mais uma final do futebol masculino em Tóquio

Por Guilherme Azevedo Atualizado em 2 ago 2021, 16h28 - Publicado em 2 ago 2021, 16h27

Desde que o encontro entre México e Brasil pelas semifinais do futebol masculino nos Jogos de Tóquio foi definido, imediatamente veio a lembrança, para ambos os lados, da final de 2012, na Olimpíada de Londres. Na ocasião, uma boa geração brasileira com Neymar, Ganso, Oscar e Lucas Moura, entre outros, foi surpreendida pelo forte time mexicano, perdeu por 2 a 1 e teve o sonho do ouro olímpico adiado para a seguinte edição no Rio. O novo encontro acontece na madrugada desta terça-feira, 3, às 5h (de Brasília) em Kashima.

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O bom momento do futebol mexicano na última década não é obra do acaso. Como um todo, o futebol mexicano cresce anualmente com investimentos que atraem grandes nomes do futebol mundial e um trabalho efetivo na formação de atletas. Assim, no início do século XXI os resultados apareceram e o México passou a figurar com frequência nas fases finais de Copa do Mundo, tanto nas da categorias de base quanto nas de adultos. Além disso, torneios da Concacaf são dominados pela equipe e Olimpíadas e Pan-americanos se tornaram palco de boas campanhas.

A partir de 2001, a Tricolor, maneira como é chamada a seleção mexicana, já obteve resultados notáveis nas categorias de base, como os dois títulos mundiais sub-17 (2005 e 2011) e outros dois vices (2013 e 2019). Na idade sub-20, o time conquistou terceiro lugar na Copa do Mundo de 2011. Por fim, na “idade olímpica”, ou sub-23, o México levou a medalha de ouro no Pan-americano de 2011 e nos Jogos Olímpicos de 2012.

  • Os destaques de 2021

    Diego Lainez conduz a bola
    Diego Lainez conduz a bola / Diego Souto/Getty Images Diego Souto/Getty Images

    Yokohama é o destino final de um planejamento bem elaborado após eliminação na fase de grupos do torneio de futebol masculino na Olimpíada de 2016.No Torneio de Toulon de 2018, a seleção mexicana ficou com o vice-campeonato, perdendo apenas para a Inglaterra na final. Daquele time que fez bonito na França, oito disputam a atual Olimpíada. No início deste ano, já sob comando do treinador Jaime Lozano, durante o pré-olímpico, o México conquistou a vaga ao vencer o torneio, com o melhor ataque e a melhor defesa.

    Guillermo Ochoa, goleiro do México, durante partida contra o Brasil, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, realizado na Arena Samara - 02/07/2018
    Guillermo Ochoa, goleiro do México, durante partida contra o Brasil, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, realizado na Arena Samara – 02/07/2018 Dan Mullan/Getty Images

    O time olímpico tem desfalques importantes, pois a Copa Ouro (torneio entre seleções da Concacaf) foi disputada de maneira simultânea. Assim, por decisão da Federação Mexicana de Futebol, Édson Álvarez, volante do Ajax, e Efrain Álvarez, meia do LA Galaxy, não puderam disputar a briga pelo segundo ouro olímpico. Apenas um atleta atua fora de solos mexicanos, justamente o craque do time, o jovem e habilidoso camisa 10 Diego Lainez, do Real Bétis. Entre os “maiores” de 24 anos escalados para a disputa, o nome mais conhecido é Guillermo Ochoa, goleiro que atualmente joga pelo América e que se destacou com atuações diante do Brasil, sobretudo no empate em 0 a 0 na Copa de 2014.

    O entrosamento e um encaixe de ataque avassalador, porém, falaram mais alto. Em quatro partidas no atual torneio dos Jogos, o México balançou a rede 14 vezes, quatro delas na estreia contra a poderosa França. Além da goleada sobre o time europeu, também brilhou na quartas de final, quando goleou por 6 a 3 a Coréia do Sul.

    O México, portanto, chega com uma geração olímpica consolidada, montada “em casa” e que ataca do time mais forte ao mais fraco. Ou seja, o jogo contra a tradicional seleção brasileira promete, acima de tudo, ofensividade por parte mexicana.

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