Clique e assine com até 92% de desconto

Com novos surtos, Brasileirão passa de 60 contaminados em duas semanas

Atlético-MG chegou a 25 funcionários contaminados nesta quarta-feira; Apesar do aumento de casos, CBF não pretende alterar protocolo

Por Klaus Richmond Atualizado em 23 nov 2020, 17h03 - Publicado em 18 nov 2020, 13h49

O Atlético-MG enfrenta nesta quarta-feira, 18, o Athletico-PR, em jogo atrasado pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, sob olhares atentos. Durante a manhã, mais dez pessoas – entre jogadores, dirigentes e funcionários – testaram positivo para Covid-19, aumentando para 25 o número de casos no clube. Somada a última semana, a conta só de jogadores e técnicos envolvidos na competição acometidos pela doença já ultrapassou 60 casos.

Na 21ª rodada da competição nacional, 43 jogadores e dois técnicos ficaram ausentes, afastados pela doença. A conta ainda aumentaria se envolvesse funcionários e outros membros da comissão dos clubes.

Só no Atlético-MG, são seis novos atletas desde o início da semana – os zagueiros Réver e Gabriel, o goleiro Victor, o lateral Guga, o volante Allan, o atacante chileno Eduardo Vargas, recém-contratado – além do treinador argentino Jorge Sampaoli.

O Palmeiras, por sua vez, viu aumentar a conta de cinco casos envolvendo atletas até a semana anterior para 15 na equipe que enfrentará o Ceará em confronto decisivo pela Copa do Brasil, nesta quarta, em Fortaleza. A lista completa de desfalques tem Gabriel Menino, Matías Viña, Alan Empereur, Danilo, Rony, Gabriel Silva, Gabriel Veron, Jailson, Vinicius Silvestre, Kuscevic, Gustavo Scarpa, Quiñonez, Pedro Acácio e Marino.

  •  

    “Há uma diferença grande do que elaboramos o protocolo para o Paulista para o que vivemos no Brasileiro. Os clubes viajam muito mais e estão mais vulneráveis. No Paulista, o nosso controle era maior, detectamos grupos e problemas. A cada semana eram menos clubes, também”, explicou a PLACAR o médico da Federação Paulista de Futebol (FPF), Moisés Cohen.

    Continua após a publicidade

    O problema do Palmeiras fez o clube recorrer a um avião de sua patrocinadora para levar o goleiro Weverton e o zagueiro Gustavo Gomes para Fortaleza um dia depois de defenderem Brasil e Paraguai, respectivamente, em jogos válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

    A comissão médica especial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) avisou, em entrevista a PLACAR, que não fará alterações nas medidas já definidas para o protocolo de saúde do Campeonato Brasileiro. O departamento diz que está alicerçado por extenso acompanhamento de resultados e diz que o aumento de casos acompanha uma tendência geral na sociedade.

    “Falam de parar o campeonato, mas com qual evidência? Temos mais de 40.000 testes feitos, com uma equipe de cinco infectologistas, e não há nada que nos indique uma mudança de alteração no protocolo”, disse o médico da entidade, Jorge Pagura.

    O Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo afirmou que analisa a possibilidade de ingressar com uma ação no Ministério Público do Trabalho caso não haja revisão em medidas do protocolo.

    Entre as sugestões, a adoção de um critério fixo para adiamentos em casos de surtos como o do Palmeiras e uma maior coerência no calendário montado pela entidade para evitar excessos de viagens e exposição dos jogadores.

    UOL Esporte Clube | Assine e acompanhe transmissões de grandes jogos e programas esportivos de onde você estiver.

    Continua após a publicidade
    Publicidade